- Bentley vai cortar 6% dos empregos de escritório, cerca de 275 demissões, com possibilidade de reduzir conforme vagas se encerrem.
- Tarifas dos EUA custaram à Bentley cerca de € 42 milhões no ano passado, impactando os resultados.
- A empresa registrou receita de € 2,6 bilhões em 2025, queda de 1% frente a 2024, mantendo lucro operacional de € 216 milhões.
- A Bentley continua comprometida com o lançamento do seu primeiro veículo elétrico, um SUV, mas modelos elétricos seguintes não devem chegar antes de 2030.
- A pressão inclui queda de vendas na China e tarifas americanas; o grupo pertence ao Volkswagen.
Bentley anunciou cortes de 6% de empregos administrativos, perfazendo 275 demissões, como parte de ajustes para enfrentar queda de vendas na China e tarifas de importação nos EUA. A divulgação ocorreu com os resultados de 2025.
O CEO Frank-Steffen Walliser explicou, em teleconferência, que a medida busca manter a competitividade em um cenário de “pressão em todos os aspectos”. As tarifas americanas geraram cerca de € 42 milhões (US$ 48 milhões) no ano anterior.
A Bentley reafirmou o compromisso com o lançamento do seu primeiro veículo elétrico, um SUV, mas informou que outros modelos elétricos não devem chegar antes de 2030. A empresa também mantém produção, mesmo com geração de receita sob pressão.
Desempenho financeiro de 2025
A Bentley registrou receita de € 2,6 bilhões (US$ 3 bilhões) em 2025, queda de 1% em relação a 2024. Mesmo assim, manteve lucro operacional de € 216 milhões (US$ 249 milhões), mantendo-se lucrativa pelo sétimo ano consecutivo.
Executivos destacaram que, apesar de o segmento de luxo ter menor sensibilidade a preços, as tarifas sobre carros britânicos impactaram os resultados. As alíquotas chegaram a 27% após o primeiro lote de 100 mil veículos importados.
Contexto setorial e perspectivas
Brandes de luxo como Aston Martin e Mercedes também sinalizaram efeitos negativos diante do cenário tarifário. O impacto regional inclui interrupções logísticas associadas a tensões no Oriente Médio, com reflexos na atividade de importação e no fluxo de veículos para mercados como Dubai.
A Bentley pertence ao Grupo Volkswagen, integrado pela Audi, Lamborghini e Ducati. A empresa já revisou planos elétricos anteriores, sinalizando a possibilidade de manter modelos a combustão além de 2035, diante do esfriamento da demanda entre compradores ultrarricos, especialmente na China.
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