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Geração Z valoriza home office; Millennials, bônus; Boomers, inovação no trabalho

Remuneração volta a ser prioridade na entrada e na permanência, mas flexibilidade, benefícios e propósito definem a retenção entre gerações

Geração Z valoriza home-office, Millennials bônus, Baby Boomers inovação: veja o que realmente importa no emprego
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  • Remuneração continua sendo o principal fator na escolha de entrar ou ficar em uma empresa, com 33,1% citando o salário como prioridade, 2 pontos percentuais acima de 2023.
  • Benefícios, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e senso de propósito aparecem como fatores importantes para a permanência, enquanto estabilidade e plano de carreira perderam relevância.
  • Prioridades variam por geração: Geração Z valoriza a flexibilidade do home office; Millennials gostam de bônus e remuneração variável; Geração X busca autonomia; Baby Boomers priorizam inovação.
  • Entre profissionais mais experientes, 8,8% destacam novas tecnologias e metodologias de trabalho, índice acima do observado em outros grupos; o senso de propósito pesa mais para Geração X e Baby Boomers.
  • A leitura é de que empresas devem considerar um conjunto de fatores além da remuneração para atrair e reter talentos, com foco em benefícios, flexibilidade e alinhamento com valores, em um cenário com modelo híbrido.

O salário manteve sua posição de destaque entre os fatores que levam profissionais a entrar ou permanecer em uma empresa, aponta estudo da Serasa Experian com 1.521 pessoas. O aumento para 33,1% representa avanço de dois pontos percentuais em relação a 2023, influenciado pelo maior peso do custo de vida.

A pesquisa revelou que remuneração não é o único elemento decisivo. Benefícios, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e senso de propósito passam a influenciar fortemente a permanência no emprego.

Além disso, a estabilidade e o plano de carreira perderam relevância frente a um conjunto maior de critérios, que inclui qualidade de vida, flexibilidade e alinhamento com a cultura organizacional. A leitura aponta para um mercado que valoriza a experiência completa oferecida pelo empregador.

Geração Z busca flexibilidade

Entre os jovens da Geração Z, a flexibilidade do home office aparece no topo das prioridades. A pesquisa mostra ainda que os Millennials valorizam bônus e remuneração variável, enquanto a Geração X enfatiza autonomia e autonomia na prática.

Apoio aos colaboradores com novas tecnologias e metodologias de trabalho aparece com maior peso entre os profissionais mais experientes, indicando que inovação técnica é fator relevante para esse grupo. O senso de propósito tem peso maior entre Geração X e Baby Boomers.

Perspectiva de retenção e gestão de talentos

O CEO da Alymente, Andre Purri, afirma que o movimento atual supera a remuneração imediata. Benefícios, flexibilidade e alinhamento com valores da empresa são decisivos para engajar e reter talentos, segundo ele.

No conjunto, as empresas passam a tratar remuneração como parte de um pacote mais amplo. A atratividade de longo prazo depende de múltiplos elementos que vão além do salário inicial.

Do modelo estável ao híbrido

O mercado brasileiro vive uma transição de lógica de contratação. O peso da estabilidade é substituído por condições mais variadas. Qualidade de vida, benefícios e propósito ocupam espaço relevante na atração e na retenção de profissionais.

Essa evolução busca reduzir a rotatividade e manter times engajados, com foco em modelos de trabalho que conciliem remuneração, flexibilidade e inovação tecnológica.

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