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Grupo Mateus registra baixa nas vendas do 4º trimestre e ação cai

Grupo Mateus tem queda de cerca de quinze por cento após trimestre abaixo do esperado, com vendas fracas e EBITDA pressionado

Grupo Mateus frustra nas vendas do quarto tri e ação despenca
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  • A ação do Grupo Mateus caiu cerca de 15% após o quarto trimestre frustar o mercado; o volume de negociação por volta das 14h foi de R$ 140 milhões, contra média diária de R$ 25 milhões e volume projetado do dia de R$ 300 milhões.
  • As vendas no conceito “mesmas lojas” recuaram 1,1% no trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o mercado esperava estabilidade.
  • O recuo mais acentuado ocorreu no cash & carry, com queda de 5,5% devido à operação Novo Atacarejo (joint venture com a família Assis) que atua em Pernambuco, Paraíba e Alagoas.
  • Receita líquida ficou em R$ 10,5 bilhões, alta de 20,9% frente ao quarto tri de 2023, mas ficou aquém do consenso de R$ 10,9 bilhões; EBITDA ajustado caiu 6,2% para R$ 508 milhões, abaixo do esperado de R$ 690 milhões.
  • O grupo gerou caixa de R$ 750 milhões no trimestre, ciclo de conversão de caixa melhorou em 18 dias e a alavancagem ficou em 0,4x; ações acumulam queda de 40% nos últimos 12 meses, e o valor de mercado é de R$ 9,5 bilhões.

O Grupo Mateus teve queda expressiva de suas ações, que recuaram cerca de 15% após um quarto trimestre com resultados abaixo do esperado. O movimento ocorreu no pregão de hoje, por volta das 14h, quando o papel já negociava cerca de R$ 140 milhões, frente a uma média diária de R$ 25 milhões nesse horário. A estimativa de fechamento para o dia fica em torno de R$ 300 milhões.

As vendas sob o conceito de lojas iguais (SSS) recuaram 1,1% ante o mesmo período do ano anterior, surpreendendo positivamente quem aguardava estabilidade. A maior queda ocorreu no segmento cash & carry, que perdeu 5,5% com a operação Novo Atacarejo, joint venture com a família Assis, presente em Pernambuco, Paraíba e Alagoas.

O Grupo Mateus informou receita líquida de R$ 10,5 bilhões no trimestre, crescimento de 20,9% frente ao mesmo período de 2023. Contudo, o mercado esperava R$ 10,9 bilhões, o que contribuiu para a pressão sobre o EBITDA ajustado, que caiu 6,2% para R$ 508 milhões.

Com menor desempenho de vendas, a empresa não conseguiu diluir custos, resultando em desalavancagem operacional e pressão adicional sobre o EBITDA. Um gestor de carteira afirmou que, em negócios de margem baixa, quedas de vendas impactam diretamente o resultado.

A XP destacou que o trimestre foi fraco e difícil de comparar, com receitas aquém das expectativas devido ao SSS mais fraco em formatos variados e margens pressionadas. Analistas apontaram deflação de alimentos e crédito mais restrito como fatores.

O Itaú BBA destacou que a queda decorre da combinação entre deflação de alimentos e consumo mais fraco no Nordeste, com expectativa de pouca melhoria no primeiro semestre de 2025. Durante a conferência, o CEO marcou 2026 como ano de maior eficiência de margem.

O management reiterou que o consumo tem perdido força diante de juros elevados e endividamento familiar, e que 2026 será voltado a aumentar eficiência com foco em margem, diante do cenário macro mais desafiador.

Antes da queda, o Mateus operava a 5,9 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, ante 9 vezes para o Assaí, principal concorrente na Bolsa. Especialistas mencionaram que o papel parecia relativamente barato, mas o mercado pode recalibrar.

Do lado positivo, o grupo apresentou geração de caixa de R$ 750 milhões no trimestre, melhoria de 18 dias no ciclo de caixa e manutenção de alavancagem baixa em 0,4 vez. A notícia trouxe uma visão mista aos investidores.

A empresa encerrou o período com valor de mercado próximo a R$ 9,5 bilhões na B3, após desempenho recente negativo. A tendência de curto prazo passa a depender de novos dados financeiros e da evolução do ambiente macro.

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