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Ibovespa recua com aversão a risco externo e decisões de juros no Brasil e EUA

Ibovespa recua por aversão a risco global, com Copom em corte, Fed estável e petróleo em alta ante tensão no Oriente Médio

Investidores reagem à combinação de geopolítica e decisões de bancos centrais, com aumento da aversão a risco e pressão sobre ativos (Foto: Patricia Monteiro/Bloomberg)
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  • O Ibovespa caiu 0,61%, fechando em 178.536 pontos, após queda de 0,43% no dia anterior.
  • O dólar recuou 0,12%, cotado a R$ 5,26.
  • O Copom reduziu a taxa Selic em 0,25 p.p., para 14,75% ao ano; o tom do comunicado foi visto como mais dovish, sugerindo novos cortes no horizonte.
  • Nos EUA, o Fed manteve os juros, enquanto o Brent chegou próximo de US$ 120 por barril, pressionando os mercados.
  • O S&P 500 caiu cerca de 1%; o rendimento dos Treasuries de dois anos subiu para 3,86% (+9 bps); desde o início do conflito no Oriente Médio, o Brent subiu ~55% e o gás natural europeu avançou até 35%.

O Ibovespa encerrou a sessão em queda nesta quinta-feira (19), acompanhando a aversão a risco no exterior. O índice recuou 0,61% por volta das 11h19, aos 178.536 pontos, após ter fechado o dia anterior em queda de 0,43%.

O mercado brasileiro digeriu a decisão do Copom de reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. O comunicado foi visto como mais brando por parte dos bancos, o que alimentou a expectativa de novos cortes, condicionados ao cenário global.

Ao mesmo tempo, o dólar operava em queda frente ao real, com desvalorização de 0,12%, cotado a R$ 5,26. Nos EUA, o S&P 500 registrava queda próxima de 1%, enquanto o rendimento dos Treasuries de dois anos subia para 3,86%.

Copom amplia cautela global

A decisão brasileira ocorreu em meio a pressões externas, como a manutenção da taxa de juros pelo Fed e a alta do petróleo. O Brent chegou a cerca de US$ 120 por barril, elevando a percepção de tensão inflacionária e de risco para ativos globais.

O ambiente externo também é impactado pela escalada geopolítica no Oriente Médio. O petróleo já subiu aproximadamente 55% desde o início do conflito, e o gás natural europeu teve altas relevantes, alimentando receios de recessão e estagflação.

Em análise de mercado, especialistas destacam que o humor é de cautela, com investidores avaliando a combinação de geopolítica e principalmente a comunicação dos bancos centrais. A percepção é de que novas reduções de juros podem ocorrer, mas dependem do cenário macro.

Impactos observados e contexto

Entre os fatores que pesam sobre o apetite por risco, estão a expectativa de cortes adicionais no Brasil, o tom do comunicado do Copom e a manutenção dos juros nos EUA. A combinação de alta do petróleo e tensão regional reduz o apetite a risco global.

Segundo analistas, o uso de dados de inflação e evolução do cenário geopolítico deverá guiar futuras decisões de política monetária no curto prazo, tanto no Brasil quanto no exterior. O mercado acompanha ainda as respostas de ativos de renda variável e renda fixa.

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