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Itaú aposta em longo prazo com decisões difíceis

Absoluto revela como o Itaú usa acionista de referência para guiar sucessão, governança e transformação digital, assegurando visão de longo prazo

‘O olho do dono’: O ‘long game’ (e as decisões difíceis) do Itaú
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  • A Absoluto Partners publicou uma carta anual analisando como Itaú, Rede D’Or e RD Saúde lidam com governança, sucessão e visão de longo prazo, destacando o papel de um acionista de referência como eixo para decisões difíceis.
  • No Itaú, a carta destaca as duas passagens de bastão recentes: de Roberto Setúbal a Candido Bracher e, depois, de Bracher a Milton Maluhy, evidenciando como o grupo seguiu firme no conceito de longos horizontes.
  • A transição de papéis de Roberto, que acumulava CEO, acionista e membro do conselho, foi citada como exemplo de superação do key man risk, com definição clara de cada função.
  • Em transformação digital, o Itaú investiu dezenas de bilhões desde 2021 para enfrentar sistemas legados, aumentar agilidade e inovação, com apoio firme dos acionistas.
  • Na transformação cultural, a mudança ocorreu junto com a equipe e resultou em melhoria de engajamento, atração de talentos e satisfação de clientes, abrindo caminho para novas linhas de negócio e maior eficiência.

O monitoramento sobre o papel do acionista de referência em empresas brasileiras ganhou um novo lote de análises. A Absoluto Partners revisitou o tema em uma carta anual, trazendo o Itaú, a Rede D’Or e a RD Saúde como exemplos de governança, sucessão e estratégia. O foco é entender como a presença de um acionista de referência pode sustentar decisões de longo prazo.

A gestora, ligada a José Zitelmann e Gustavo Hungria, ouviu Milton Maluhy, CEO do Itaú, para discutir a passagem de bastão na liderança. A análise cobre as transições recentes do banco, de Roberto Setúbal a Candido Bracher e, por fim, de Bracher a Maluhy. A visão é que esse eixo contribui para enfrentar decisões difíceis.

A carta enfatiza que o Itaú manteve uma governança estável durante as transições, com formação de lideranças e cultura corporativa bem disseminada. O objetivo é mitigar o risco de dependência de uma única pessoa e reforçar o planejamento de sucessão.

Contexto estratégico e transformação

Segundo a Absoluto, a presença de um acionista de referência influenciou fortemente a continuidade da visão de longo prazo. O Itaú intensificou investimentos em transformação digital a partir de 2021, visando superar sistemas legados e ampliar agilidade decisória.

A publicação aponta que o banco destinou dezenas de bilhões de reais a tecnologia, fortalecendo a base de desenvolvedores no país. Milton Maluhy indicou que houve amplo apoio dos acionistas para avançar com a transformação, sem apego ao passado.

A gestão cultural também foi discutida. O CEO afirmou que a mudança não ocorreu de forma automática, exigindo aprendizado conjunto e adaptação. Segundo ele, a velocidade da transformação se refletiu na percepção de clientes e no engajamento interno à organização.

Apesar das mudanças estruturais, a Absoluto reconhece que os resultados viraram mais evidentes apenas recentemente. A carta indica que o foco não é apenas ampliar a base de clientes, mas aprofundar relacionamentos e adequar a oferta às demandas de mercado.

Milton Maluhy destacou ainda que a transformação visa melhorar a leitura de risco, gerar novas linhas de negócio e aumentar a eficiência. O objetivo é manter o Itaú competitivo ao longo do tempo, com foco em resultados e sustentabilidade.

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