- O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano; decisão foi unânime após quase dois anos sem cortes.
- No real estate, a leitura é de ganho com o custo menor de crédito e maior demanda, além de potencial fluxo de recursos para fundos imobiliários, mas a recuperação deve ser gradual.
- O mercado esperava corte de 0,50 ponto e ficou mais cauteloso sobre o ritmo da recuperação do setor.
- Análises de XP, Cy Capital e Sienge apontam efeito positivo, mas mais lento ou ambíguo, dependendo da conjuntura econômica e da inflação.
- Entidades do setor cobram maior intensidade de queda dos juros para sustentar crédito e investimento, mesmo com a mudança anunciada.
O Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, iniciando um novo ciclo de cortes. A decisão foi unânime e amplamente prevista, mas o BC manteve cautela devido a incertezas internacionais, especialmente o conflito no Oriente Médio.
No mercado de real estate, a queda é vista como positiva, porém insuficiente para acelerar a recuperação. Juros menores reduzem o custo do crédito, ampliam o poder de compra e estimulam a demanda por imóveis e FIIs.
Ainda assim, o ritmo da recuperação é questionado. A expectativa inicial era de 0,50 ponto de corte, o que não ocorreu. O cenário sugere avanço mais gradual, mesmo com a sinalização de melhoria no ambiente de crédito.
Entidades cobram mais intensidade
O setor aponta início da flexibilização, mas reconhece que juros ainda estão elevados. O Secovi-SP destaca que o corte, mesmo pequeno, reduz o custo financeiro em operações de longo prazo.
Abrainc ressalta que o custo do crédito continua alto no Brasil, limitando o crédito e o desenvolvimento. A continuidade de quedas é considerada essencial para sustentar o crescimento.
A CBIC aponta que juros altos pressionam investimentos e o orçamento familiar. O setor, que cresceu pouco no último ano, depende de um recuo mais significativo para ganhar tração.
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