- A Marlborough, maior região vinícola da Nova Zelândia, enfrenta ano(s) difíceis, com produtores reduzindo a produção devido à queda na demanda e aos preços mais baixos.
- Anton James, sócio-gerente de Anton James & Co, afirmou que os próximos três a seis anos devem ser muito desafiadores, e que vinhedos podem reduzir custos e até pausas atividades.
- A sugestão é reduzir impostos sobre propriedades de vinhedos para aliviar a pressão financeira, pois valores de terras estão recuando e podem impactar o bolso dos produtores.
- Líderes da indústria defendem o reequilíbrio entre oferta e demanda; espera-se queda no valor das terras de vinhedos para reduzir custos, com a medida dependendo do conselho municipal.
- A longo prazo, a demanda por vinhos da Nova Zelândia continua forte em mercados-chave, apesar dos desafios atuais; a colheita deste ano deve focar apenas nas frutas de melhor qualidade para restabelecer a rentabilidade.
Marlborough, a região vinícola mais extensa da Nova Zelândia, enfrenta uma perspectiva de queda prolongada na produção. Os produtores reduzem volumes diante da queda na demanda e de preços mais baixos, enquanto avaliam custos e estratégias para atravessar os próximos anos.
Anton James, sócio da Antony James & Co, destacou que a maioria dos viticultores com quem conversou planeja reduzir a produção, por meio de ociosidade de vinhedos. Ele fez o alerta ao apresentar o relatório anual da Marlborough Civic Theatre Trust.
O recado, embora contundente, foi feito num fórum ligado à Câmara Municipal de Marlborough, onde James atua como tesoureiro. As falas reforçam a necessidade de ajustes no setor para evitar impactos mais amplos na economia local.
A notícia aponta que empresas do setor tentam compensar os custos, incluindo a cobrança de impostos sobre propriedades de vinhedos. James afirmou que os próximos três anos devem ser especialmente difíceis para os produtores, com perdas que exigirão tempo para serem revertidas.
Ele explicou que, sem redução de valores de property tax, muitos viticultores enfrentariam dificuldades financeiras graves, o que poderia afetar de forma negativa o cenário econômico de Marlborough.
Panorama do setor
Marcus Pickens, gerente geral da Wine Marlborough, reconheceu a necessidade de reequilibrar oferta e demanda na região. Segundo ele, a recuperação depende de ajustes no valor tributário das terras de vinhedos, que deve ser estudado pela council.
Pickens também sinalizou que o desempenho do mercado de terras está sob pressão, o que pode influenciar os custos operacionais dos produtores e a viabilidade de novos investimentos.
Em contrapartida, Philip Gregan, CEO da New Zealand Winegrowers, destacou que a demanda pelos vinhos neozelandeses permanece forte nos principais mercados. Ainda assim, admitiu dificuldades decorrentes de safras recentes e de incertezas do mercado global.
O executivo apontou que as três maiores safras já registradas nos últimos quatro anos exerceram pressão sobre os estoques e sobre os preços da uva, contribuindo para a atual desaceleração do setor.
Perspectiva de curto e longo prazo
Ainda segundo Pickens, há sinais de demanda robusta por vinhos da Nova Zelândia, o que anima o setor. No entanto, a indústria precisará de uma estrada longa para restaurar a lucratividade, com a remoção de vendas pouco rentáveis do mercado.
O planejamento para este ano envolve colher apenas as frutas de maior qualidade, uma estratégia para manter a qualidade enquanto se busca o reequilíbrio entre oferta e demanda. O objetivo é reduzir o peso de operações não lucrativas.
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