- Bitcoin subiu 3,60% um dia após ataques dos EUA e de Israel ao Irã, sendo negociado em US$ 58 mil.
- A escalada geopolítica elevou o petróleo Brent a até 13%, mas o bitcoin mostrou volatilidade inicial de 9% e recuperação rápida.
- No mês, o ativo acumula alta de 4,61% impulsionado por fluxo institucional via ETFs, com cerca de US$ 1,53 bilhão entre 2 e 18 de março.
- O Federal Reserve manteve os juros em faixa de 3,50% a 3,75%, anunciando menos cortes e gerando queda de cerca de 5% no bitcoin, de US$ 73 mil para US$ 70 mil.
- Analistas apontam inflação persistente, energia mais cara e liquidez global restrita como novos desafios, com suporte técnico em volta de US$ 63.900.
Bitcoin mostrou resistência ao conflito no Oriente Médio e respondeu de forma distinta ao anúncio do Fed sobre juros. Em meio a ataques entre EUA, Israel e Irã, a criptomoeda subiu 3,60% chegando a US$ 58 mil, mas recuou com a sinalização do Fed de manter a taxa básica estável.
A volatilidade foi alimentada pela incerteza geopolítica e pela leitura de liquidez. Enquanto o Brent disparou, o bitcoin manteve trajetória de alta no mês, impulsionado por fluxos institucionais via ETFs no mercado à vista, que somaram cerca de US$ 1,5 bilhão entre 2 e 18 de março.
Impacto geopolítico e liquidez global
Diante do ataque e da escalada regional, o bitcoin não caiu como outros ativos de risco. A explicação envolve liquidez disponível e a percepção de proteção patrimonial em cenários de desvalorização de moedas fiduciárias, segundo a analista Ana de Mattos.
A volatilidade inicial, de cerca de 9%, se reverteu rapidamente, com o ativo recuperando terreno. Comércio 24 horas facilita ajustes rápidos, diante de movimentos macro e do custo do capital no curto prazo.
Fed, inflação e o ritmo do mercado
Na reunião de 18 de março, o Fed manteve juros em 3,50% a 3,75% e adotou tom hawkish. A projeção de inflação subiu para 2,7% em 2026, com expectativa de apenas um corte no ano, reduzindo o apetite ao risco.
Para analistas, a liquidez global tende a permanecer restrita por mais tempo, pesando sobre ativos de risco. O BTC recuou de US$ 74,7 mil para cerca de US$ 70,5 mil após o anúncio, sinalizando movimento de risk-off entre investidores de curto prazo.
Cenário de energia e inflação
O conflito elevou o preço da energia, com impactos na inflação global e na probabilidade de novos cortes de juros. A energia cara tende a sustentar a pressão inflacionária e a manter o dólar forte, influenciando o humor do mercado cripto.
Apesar da recente queda de 2,9% no dia 19, analistas veem potencial de continuidade da tendência de alta, desde que o bitcoin retenha o suporte próximo a US$ 63,9 mil e mantenha demanda institucional estável.
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