- O FBI emitiu alerta sobre uma nova ameaça na rede Tron, com usuários recebendo tokens que parecem ser da instituição, mas não são.
- O token exibe mensagem por meio de um explorador de blockchain e pede informações pessoais sob a justificativa de combate à lavagem de dinheiro, por meio de um formulário online; o FBI recomenda ignorá-lo.
- O token afirma que as carteiras dos destinatários estão sob investigação e que o não envio de dados pode levar ao bloqueio total dos ativos.
- Um site vinculado ao token diz que sanções atuais podem ser evitadas se os usuários aceitarem a solicitação, ressaltando urgência típica de golpes de criptomoedas; ainda não está claro quantos vítimas irão reportar.
- Contexto: nos últimos anos houve congelamento de mais de US$ 100 milhões em ativos por coalizão que envolve Tether, TRM e Tron; o token do FBI foi criado há oito dias e já estava em 728 carteiras, com algumas possuindo mais de US$ 1 milhão em USDT.
O FBI alertou nesta quinta-feira sobre uma nova ameaça na rede Tron. Usuários recebem tokens que se passam por autoridades dos EUA, com mensagens visíveis por meio de um explorador de blockchain e instruções para enviar informações pessoais. O objetivo é violar regras de combate à lavagem de dinheiro por meio de um formulário online.
O Escritório de Campo do FBI em Nova York recomenda cautela aos usuários da Tron. Segundo a instituição, não há validade nas informações associadas ao token e nenhuma identificação deve ser fornecida a sites ligados a ele. A mensagem aponta que as carteiras do destinatário estariam sob investigação.
O token, que se identifica com o nome do FBI, afirma que as carteiras estão sob escrutínio e promete evitar sanções caso os usuários cooperem rapidamente. Um site direciona as vítimas para cumprir a solicitação sob a alegação de urgência, prática comum em golpes de criptomoeda.
É provável que o token tenha sido distribuído para usuários que temem investigações governamentais. A Tron tem histórico de uso por atores ilícitos, o que eleva o risco de golpes envolvendo seus ativos e contratos. Não há informações públicas sobre quantos usuários teriam aberto chamados aos canais do FBI.
No ano anterior, uma coalizão de combate ao crime, liderada pela Tether, pela TRM e pela Tron, congelou mais de US$ 100 milhões em ativos para combater a lavagem com USDT. A TRM destacou que a blockchain associada a Tron tem sido usada para evasão de sanções em alguns contextos internacionais.
O token identificado nesta onda foi criado há oito dias e já circulava em 728 carteiras, segundo o Tronscan. Várias dessas carteiras continham mais de US$ 1 milhão em USDT. O FBI confirmou que não está por trás do token, embora tenha desenvolvido seu próprio token em Ethereum, o NexF, para combater manipulação de mercado em 2024, que foi desativado após uso para identificar e desarticular fraudes.
As autoridades continuam monitorando a situação e orientam a comunidade a não fornecer dados pessoais nem responder a solicitações não verificadas. Suspenda qualquer interação com tokens que aleguem representar autoridades e denuncie atividades suspeitas pelas vias oficiais.
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