- A Gemini enfrenta processo coletivo no Distrito Sul de Nova York, acusando a empresa de enganar investidores ao preparar o IPO e de superestimar a viabilidade de seu negócio principal e da expansão para mercados de previsão.
- Os acionistas afirmam que a empresa reteve informações sobre uma possível reestruturação onerosa e disruptiva, incluindo cortes de custos e fechamento de operações na Europa e na Austrália.
- Em fevereiro, a Gemini demitiu mais de um quarto da equipe e encerrou operações na Europa e na Austrália, citando uso de inteligência artificial para aumentar eficiência.
- Os gêmeos Tyler e Cameron Winklevoss haviam anunciado planos de tornar a nova plataforma de mercado de previsão central para os usuários, planos que teriam sido ocultados na época do IPO.
- Desde o IPO há seis meses, as ações da Gemini (Nasdaq: GEMI) caíram oitenta e cinco por cento, enquanto o Bitcoin caiu quarenta por cento no mesmo período; na quinta, as ações subiram quase sete por cento no after-market, e fecharam a US$ 5,66 no dia.
A Gemini enfrenta um processo coletivo movido por acionistas que a acusam de ocultar mudanças estratégicas e de superestimar a viabilidade do seu negócio principal no momento da abertura de capital. O protocolo foi registrado no Distrito Sul de Nova York, nesta semana. Os réus incluem a exchange e seus fundadores, Tyler e Cameron Winklevoss.
Conforme a ação, a Gemini divulgou incorretamente que avançaria em uma plataforma de cripto, ao mesmo tempo em que ocultava planos de ampliar operações internacionais. Os demandantes afirmam que houve atraso na comunicação sobre uma potencial reestruturação cara e disruptiva.
Segundo a queixa, a empresa demitiu mais de um quarto da equipe em fevereiro, encerrou operações na Europa e na Austrália e indicou que usaria inteligência artificial para aumentar eficiência. Na mesma data, os irmãos Winklevoss anunciaram a intenção de tornar a nova plataforma de previsão central aos usuários.
Contexto da operação e resposta do mercado
A denúncia sustenta que a Gemini abriu capital em setembro passado sob informações incompletas sobre seu estado financeiro e planos futuros. Desde então, as ações da empresa na Nasdaq (GEMI) caíram cerca de 85%, em comparação com queda de aproximadamente 40% do Bitcoin no mesmo período.
Na última quinta-feira, as ações subiram quase 7% no after-hours após a Gemini reportar receitas mais estáveis para 2025 e indicar cortes de custos, apesar de registrar prejuízo líquido de US$ 582,8 milhões para o ano. Na sexta-feira, o papel operava em torno de US$ 5,66.
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