- Goldman Sachs espera superar metas de retorno com a retomada de M&A e a expansão de gestão de patrimônio e ativos alternativos.
- Em carta aos acionistas, o CEO David Solomon afirmou que há maior probabilidade de realizar transações estratégicas após mudanças regulatórias.
- A meta para a divisão de gestão de ativos e patrimônio é de 17% a 19% nos próximos três a cinco anos.
- A empresa buscará ampliar a unidade de gestão de ativos, ainda que a barreira para fusões e aquisições permaneça elevada.
- O caminho para os retornos não será linear, devido a tensões geopolíticas, incerteza política e volatilidade, com foco forte em gestão de riscos e IA.
O Goldman Sachs vê a retomada de transações e o fortalecimento de gestão de patrimônio e ativos alternativos como motor para superar metas de retorno. A mensagem veio em carta aos acionistas, divulgada pela Bloomberg, na última sexta-feira.
Segundo o CEO David Solomon, o ambiente regulatório mais claro aumenta a probabilidade de as diretorias executarem fusões e aquisições que ampliem escala e posição competitiva. A instituição afirma adotar uma abordagem mais direta nos negócios.
A carta aponta meta de retorno de dois dígitos ao longo do ciclo e a possibilidade de superar essas metas no curto prazo. Para a área de gestão de ativos e patrimônio, o objetivo é de 17% a 19% nos próximos três a cinco anos.
O banco planeja ampliar a unidade de gestão de ativos, embora reconheça que a barreira para novas fusões permaneça alta. O cenário de geopolítica, incerteza política e volatilidade sobre IA compõem o contexto do caminho de retorno.
Solomon destaca que os benefícios da IA devem se acumular à medida que mais empresas adotem a tecnologia, ainda que haja vencedores e perdedores. O Goldman também foca a IA em seis áreas iniciais de negócios, incluindo clientes e empréstimos.
A instituição já sinaliza ajustes operacionais, com foco em gestão de riscos e eficiência. Em 2023, internalmente, houve orientação sobre cortes de empregos para ampliar economias e capitalizar oportunidades da IA.
Fonte: Bloomberg.
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