- A medida provisória entra em vigor nesta sexta-feira (20) e endurece o piso mínimo do frete, atendendo às reivindicações de caminhoneiros.
- Passa a haver registro de todas as operações via Código Identificador da Operação de Transporte, que prova o cumprimento das regras, inclusive o pagamento do piso.
- A Agência Nacional de Transportes Terrestres pode bloquear operações que estejam abaixo do mínimo permitido.
- Sanções mais duras para empresas infratoras, incluindo suspensão temporária ou cancelamento do registro de transportador por até dois anos; contratantes podem receber multas de 1 milhão a 10 milhões de reais por operação irregular, com responsabilização de sócios ou grupos econômicos.
- A fiscalização passa a integrar a ANTT, a Receita Federal e fiscos estaduais e municipais, ampliando o controle e permitindo o bloqueio de ofertas de frete abaixo do piso.
A medida provisória que endurece as regras para o piso mínimo do frete entra em vigor nesta sexta-feira (20). O texto foi publicado pelo governo federal e atende a uma das principais demandas da categoria para evitar paralisações. O objetivo é ampliar a previsibilidade de renda dos caminhoneiros autônomos e reduzir distorções no setor.
Entre as mudanças, está a obrigatoriedade de registrar todas as operações com o Código Identificador da Operação de Transporte, que comprova o cumprimento do piso. A ANTT poderá bloquear operações que estejam abaixo do valor mínimo estabelecido.
A MP prevê sanções mais duras para empresas infratoras. Em casos de descumprimento reiterado, pode ocorrer suspensão cautelar ou cancelamento do registro de transportador por até dois anos. Contratantes ficam sujeitos a multas de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação irregular.
A fiscalização será integrada entre a ANTT, a Receita Federal e os fiscos estaduais e municipais, fortalecendo o controle. O texto também autoriza o bloqueio de ofertas de frete abaixo do piso e estabelece mecanismos para coibir práticas irregulares no setor.
A publicação ocorre após pressão de entidades representativas da categoria, que cobravam medidas efetivas para destravar o impasse. A medida encara o debate sobre a efetividade do frete mínimo e busca ampliar a cobertura de fiscalização.
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