- O petróleo segue acima de US$ 100 por barril, com Brent em US$ 109,35 e WTI em US$ 96,62, nesta sexta-feira (20).
- A gasolina nos EUA subiu mais 3 centavos por galão, chegando a uma média de US$ 3,91, o maior valor desde outubro de 2022.
- Goldman Sachs manteve a previsão de que os preços elevados podem perdurar até 2027, citando choques de oferta prolongados.
- O Estreito de Ormuz permanece amplamente fechado há 19 dias, interrompendo cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo, após ataques regionais.
- Em cenários divulgados pelo banco, o Brent poderia chegar a US$ 111 no quarto trimestre de 2027 se as interrupções persistirem, com recuperação mais rápida do fluxo de petróleo possível a partir de 2024.
O petróleo segue acima de US$ 100 por barril, com o Brent em US$ 109,35 e o WTI em US$ 96,62, nesta sexta-feira (20). A gasolina nos EUA subiu 3 centavos por galão, para US$ 3,91, maior nível desde outubro de 2022. O contexto envolve infraestruturas energéticas danificadas no Oriente Médio e o Estreito de Ormuz parcialmente fechado.
Segundo analistas, a persistência de choques de oferta pode manter os preços elevados. Goldman Sachs calcula que o patamar acima de US$ 100 pode perdurar até 2027, dependendo de interrupções de fornecimento e perdas persistentes.
O Brent chegou a US$ 110 no começo do dia; o WTI, US$ 96,62. O banco aponta cenários com Brent acima de US$ 147 em caso de interrupções prolongadas. Já a recuperação pode levar o Brent a US$ 70 até 2026, se o fluxo retornar gradualmente.
Ações no Oriente Médio acompanham a escalada. Israel não repetiria ataques a instalações de energia no Irã conforme apelos de Washington. O Estreito de Ormuz permanece quase fechado por quase três semanas, bloqueando cerca de 20% do petróleo mundial.
Situação internacional envolve outras frentes: o Irã prometeu retaliação, com impactos sobre Ras Laffan, no Catar, maior planta de LNG. O preço do petróleo reage a esse cenário de conflitos e às declarações de líderes mundiais.
Esforços para conter a alta incluem discussões sobre sanções e reservas estratégicas. O governo dos EUA avalia opções, como possíveis liberações de petróleo de reservas internacionais, sem indicar proibição às exportações de petróleo bruto ou gás.
Perspectivas de preço e impactos
O Goldman Sachs projeta continuidade dos preços elevados se as interrupções persistirem, com o Brent potencialmente acima de US$ 111 no longo prazo. As projeções indicam volatilidade enquanto o Estreito de Ormuz permanece uma rota crítica.
Medidas e reação internacional
A comunidade internacional trabalha para manter o abastecimento, com aliados dos EUA discutindo ações para reabrir o estreito. Analistas ressaltam que eventual normalização dependerá de desfechos no conflito e da recuperação de infraestruturas na região.
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