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Renan Filho minimiza mobilização de caminhoneiros e cita interesses políticos

Renan Filho minimiza mobilização de caminhoneiros, atribui interesses políticos e mira acordo com STF para revisar regra de descanso

Ministro dos Transportes anunciou medidas para conter insatisfação, mas categoria segue em estado de alerta. (Foto: Michel Corvello/Ministério dos Transportes)
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  • O ministro dos Transportes, Renan Filho, minimizou a mobilização de caminhoneiros e afirmou que há interesses políticos na movimentação.
  • Após negociação com o governo, as entidades suspenderam a paralisação, mas permanecem em estado de alerta; o governo se comprometeu a fiscalizar fretes para combater o piso mínimo e pode impedir empresas de contratar motoristas.
  • Renan Filho disse que a solução para uma greve em ano eleitoral pode passar por acordo com o Supremo Tribunal Federal, especialmente sobre a regra de descanso a cada onze horas na estrada.
  • A crise do diesel começou com uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que resultou no fechamento do Estreito de Ormuz e na elevação do preço do barril.
  • O governo zerou PIS e Cofins do diesel e criou uma subvenção de R$ 10 bilhões; a Petrobras aderiu ao programa, mas reajustou o diesel em R$ 0,38 por litro, podendo chegar a R$ 0,70 sem adesão.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, minimizou a mobilização dos caminhoneiros em direção a uma paralisação motivada pela alta do diesel. Em entrevista ao jornal O Globo, ele questionou a unidade de interesses da categoria e apontou viés político-partidário na movimentação.

Renan Filho afirmou que não vê movimento espontâneo, apenas interesses difusos, com parcela política que estimula a ação. Após acordo com o governo, entidades que representam caminhoneiros suspenderam a greve, mantendo estado de alerta. O ministro pediu fiscalização de todos os fretes para combater o descumprimento do piso mínimo.

Para viabilizar o acordo, o governo comprometeu-se a fiscalizar fretes e a vedar contratação de motoristas por empresas que insistirem nas irregularidades. O ministro informou, ainda, que negocia com o STF ajustes à regra de descanso dos motoristas para evitar impactos em ano eleitoral.

Contexto da crise: relação com o petróleo e medidas públicas

A crise de diesel está associada a tensões internacionais decorrentes de uma operação entre Estados Unidos e Israel, que impactou o Irã e levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, rota-chave para o abastecimento mundial. Com isso, o preço do barril subiu e o diesel ficou mais caro.

O governo federal anunciou medidas para conter os preços. O presidente Lula zerou PIS e Cofins do diesel e autorizou uma subvenção de cerca de 10 bilhões de reais, para manter estável o preço do combustível. A expectativa é reduzir o valor do litro em até 0,64 real.

A Petrobras aderiu à política de subsídio, mas elevou o preço do diesel em 0,38 real por litro logo após a adesão. Segundo a presidência da estatal, o reajuste poderia chegar a 0,70 real sem o apoio governamental.

Essas ações visam evitar repetição da greve de 2018, que mobilizou caminhoneiros em 24 estados mais o Distrito Federal e causou desabastecimento no país.

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