- O presidente do SindusCon-SP, Yorki Estefan, participou do CNN Talks 2026, cujo tema foi O Futuro do Mercado de Trabalho.
- Ele afirma que, se houver redução da jornada de trabalho, o setor precisaria gerar cerca de 300 mil empregos extras para compensar a mudança.
- A indústria da construção civil gerou 86 mil empregos no ano passado, segundo Estefan.
- Com a queda de 10% na jornada, o custo de mão de obra no setor subiria entre 17% e 20%, o que provocaria alta de 7% a 10% no valor de imóveis.
- Estefan alerta que não há disponibilidade suficiente de mão de obra para atender essa demanda, o que poderia atrasar obras.
No CNN Talks 2026, realizado nesta sexta-feira, 20, em São Paulo, o presidente do SindusCon-SP, Yorki Estefan, avaliou o possível fim da escala 6×1 e seus impactos no mercado imobiliário. O tema central foi o futuro do mercado de trabalho.
Estefan afirmou que os efeitos de uma mudança na jornada de trabalho já são visíveis no setor da construção civil, exigindo conscientização da sociedade sobre o tema. Caso a escala seja reduzida, ele estima que novos imóveis podem ficar até 10% mais caros.
No ano anterior, a indústria gerou cerca de 86 mil empregos, marco que o presidente classifica como expressivo. Ele criticou a viabilidade de compensar uma queda de 10% na jornada com a criação de 300 mil postos adicionais.
Impacto no custo de mão de obra
Segundo Estefan, o custo de mão de obra no setor poderia aumentar entre 17% e 20%, o que impactaria diretamente o preço final dos imóveis, com possível alta de 7% a 10% no valores de venda ou aluguel.
A declaração ressalta ainda que cada aumento de 1% no custo de produção pode reduzir o potencial de compra de moradias para cerca de meio milhão de famílias, segundo estimativa citada pelo presidente da entidade.
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