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Srour afirma que BC deveria ter adiado corte por risco à inflação

Economista afirma que o Banco Central deveria ter adiado o corte de juros, mantém 13,75% até sinais claros de desaceleração da inflação pressionada por energia e alimentos

Inflação
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  • A economista Maria Helena Santana afirma que o Banco Central deveria ter adiado o corte na taxa de juros por risco inflacionário.
  • Ela diz que a alta dos preços de energia mantém a inflação pressionada, mesmo se a Guerra do Irã terminar em breve.
  • A inflação de serviços e alimentos permanece elevada, reforçando a necessidade de manter a taxa em patamar restritivo.
  • Santana estima que a taxa deve ficar em 13,75% pelo menos até o segundo semestre, até surgirem sinais mais concretos de desaceleração.
  • Ela ressalta que fatores internacionais e preços de commodities influenciam a inflação e que a política monetária deve ser coordenada com outras medidas econômicas.

O Banco Central deveria ter adiado o corte na taxa de juros por causa do risco de inflação, segundo a economista e ex-diretora do BC Maria Helena Santana. Ela argumenta que a alta dos preços de energia e a persistência de pressões inflacionárias justificam manter a taxa em patamares elevados.

Santana afirma que, mesmo com a possibilidade de a Guerra do Irã terminar em semanas, a inflação está enquadrada como contratada pela elevação de energia. O cenário internacional e a variação de commodities influenciam diretamente a inflação doméstica, reforçando a cautela na condução da política monetária.

A economista ressalta que a inflação de serviços e alimentos continua elevada, o que sustenta a necessidade de manter a taxa de juros em níveis restritivos. Ela recomenda aguardar sinais mais claros de desaceleração antes de qualquer redução, priorizando a credibilidade e a estabilidade de preços.

Manutenção da Selic em 13,75%

Santana projeta que o BC permaneça com a taxa em 13,75% ao menos até o segundo semestre. Essa leitura se sustenta na expectativa de sinais concretos de desaceleração da inflação, ainda que haja recuperação econômica.

Ela destaca que a inflação de alimentos deve continuar pressionando o índice geral, mesmo com melhora da produção agrícola e estabilização dos preços internacionais. A especialista também enfatiza a necessidade de coordenar a política monetária com outras medidas macroeconômicas.

Fatores externos e coordenação de políticas

A economista também aponta que o cenário externo, especialmente preços de energia e commodities, tende a influenciar a trajetória da inflação no Brasil. Segundo ela, o BC deve monitorar esses fatores de perto ao definir o ritmo de aperto ou afrouxamento.

Santana encerra defendendo que a condução da política monetária deve ser integrada a ações de política econômica mais amplas. A ideia é garantir controle da inflação e crescimento sustentável, sem precipitar movimentos que possam comprometer a estabilidade.

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