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Ações globais caem com tensão no Oriente Médio; ouro recua, petróleo sobe

Mercados globais recuam com tensão no Oriente Médio; petróleo supera US$ 113 e ouro atinge menor nível do ano diante da escalada entre EUA e Irã

Ações globais 23/03/26
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  • Ações globais operam em queda nesta segunda-feira, com tensões no Oriente Médio após endurecimento de retórica entre EUA e Irã; ouro caiu e o dólar subiu.
  • Futuros do S&P 500 recuam cerca de 0,6% antes do prazo para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz; Brent sobe para cerca de US$ 113.
  • Rendimentos globais sobem com o temor de inflação; gilts de dois anos atingem o maior nível desde fevereiro de 2024 e Treasuries de dois anos nos EUA estão a 3,97%.
  • Irã realiza novos ataques no Golfo Pérsico, mantendo a hidrovia quase fechada e pressionando cadeias globais.
  • Danone avança na compra da Huel para ampliar aposta em proteína, com termos não divulgados e aprovação regulatória ainda pendente.

As ações globais recuam diante de tensões no Oriente Médio, após EUA e Irã aumentarem a retórica. O ouro cai para o menor nível do ano e o dólar avança. O Brent sobe, enquanto os rendimentos sobem pela percepção de alta inflação impulsionada pelo petróleo.

Os futuros do S&P 500 caem cerca de 0,6% antes do prazo de Donald Trump para reabrir o Estreito de Ormuz. Bolsas na Europa e na Ásia operam em queda, com o Irã promovendo novos ataques no Golfo Pérsico e mantendo a hidrovia quase fechada.

O Brent é cotado em torno de US$ 113 por barril, alta de 0,6%. Rendimentos globais sobem, com o gilt britânico de dois anos marcando a maior taxa desde fevereiro de 2024. Nos EUA, Treasuries de curto prazo sobem, com o rendimento de dois anos a 3,97%. O ouro cai mais de 5%, acompanhado pela prata.

Eixos de reação e análises

Este não é um momento para otimismo: a deterioração da situação é destacada por analistas, que lembram o padrão de movimentos mercadológicos observados em conflitos anteriores. A volatilidade sinaliza cautela entre investidores.

  • O plano do UBS com a guerra. O CEO Sergio Ermotti afirma que a guerra no Irã pode frear investimentos, sem alterar a estratégia do banco. A instituição manterá investimentos em tecnologia e IA para eficiência operacional, mesmo diante da volatilidade.
  • Efeitos da guerra no Oriente Médio. Novos ataques iranianos no Golfo Pérsico, aliadas a pressões sobre a divulgação de políticas, impactam cadeias logísticas e de energia globais, com efeitos já sentidos nos preços de commodities.
  • Danone amplia aposta em proteína. A empresa anunciou a aquisição da Huel, foco em nutrição saudável e alto teor proteico, fortalecendo seu portfólio. O acordo depende de aprovação regulatória, com termos não divulgados.

Panorama regional e perspectivas

Na agenda de mercados, as atenções continuam voltadas para o Irã, o Estreito de Ormuz e possíveis repercussões sobre inflação e ativos de risco. Dados de inflação, juros e câmbio que surgirem nos próximos dias devem orientar movimentos de traders e investidores. As próximas semanas devem definir se haverá contenção ou escalada do conflito.

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