- Reynaldo Passanezi, CEO da Cemig, afirmou que o Brasil tem energia barata, mas tarifas altas por impostos disfarçados de subsídios.
- Segundo ele, sem esses subsídios, a tarifa média de energia seria de aproximadamente R$ 50, em vez de R$ 150.
- O executivo apontou a falta de investimento no setor, lembrando que o País investe, em média, R$ 40 bilhões, enquanto China e Estados Unidos chegam a investir o dobro ou triplo.
- A Cemig se colocou disponível para novos investimentos, especialmente em tecnologia, citando a attractividade de data-centers em Minas Gerais.
- A fala ocorreu durante o evento Eloos: Cidades & Infraestrutura, que discute avanços urbanos por meio de investimentos em infraestrutura.
Reynaldo Passanezi, CEO da Cemig, afirmou durante o evento Eloos: Cidades & Infraestrutura que o Brasil tem energia barata, mas tarifas elevadas por impostos que funcionam como subsídios. Segundo ele, sem esses subsídios, a tarifa média cairia consideravelmente.
O executivo explicou que a tarifa atual, em média, fica em torno de 150 reais, e que sem o mecanismo de subsídios a conta poderia ficar próxima de 50 reais a menos. Ele atribuiu o valor a componentes tributários que, na visão dele, distorcem o custo final.
Passanezi também destacou a falta de investimento no setor elétrico. Segundo ele, a energia é a infraestrutura das demais áreas, como mobilidade e saneamento, e o Brasil vem ficando para trás nesse quesito. O foco apontado é de ampliar recursos para o setor.
Investimentos e perspectivas
Ele citou que o investimento médio do país em energia elétrica fica em cerca de 40 bilhões de reais, enquanto China e Estados Unidos chegam a investir o dobro ou triplo. Mesmo assim, a Cemig se mostrou aberta a novos aportes, com ênfase em tecnologia.
O CEO enfatizou que a Cemig está preparada para novos investimentos, especialmente voltados a tecnologia. Em Minas Gerais, a empresa sinalizou interesse em atrair data-centers, incentivando instalação de infraestrutura de apoio à conectividade.
Entre na conversa da comunidade