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Da velocidade 100 km/h à air fryer: como contornar a crise do petróleo

Governos buscam reduzir demanda e frear o preço do petróleo, com subsídios, controle de consumo e até troca de fogão por air fryer

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  • Autoridades globais adotam medidas para conter a alta do preço do petróleo, combinando subsídios, controle de fluxo e mudanças na rotina das pessoas, incluindo a sugestão de usar air fryer para reduzir demanda por gás e óleo.
  • Na prática, a Austrália subsidia refinarias conforme a cotação do barril; no Brasil há redução de PIS/Cofins e subsídio para diesel de uso rodoviário; a China proibiu exportação de refinarias para manter combustível no país, e o Brasil impôs 12% de imposto de exportação sobre o petróleo.
  • Na América do Norte, os Estados Unidos flexibilizaram regras de transporte naval por navios estrangeiros e facilitaram a compra de petróleo de países sob sanções para ampliar a oferta.
  • Em nações mais dependentes de importação, as medidas são mais diretas: Paquistão reduziu a velocidade máxima das rodovias; Filipinas pediu home office semanal; Índia priorizou GLP residencial para evitar crise de segurança alimentar.
  • A Agência Internacional de Energia recomenda reduzir a demanda como principal solução, incluindo trocar fogão a gás por alternativas elétricas, incentivar home office, reduzir velocidade, implementar rodízios de carros e evitar viagens aéreas.

O mundo busca reduzir o preço do petróleo diante da escalada de custos. Governos adotam medidas diretas e criativas para conter o impacto nos preços de combustível, energia e alimentação. Entre as estratégias estão subsídios, controles de fluxo, restrições de exportação e mudanças no cotidiano das pessoas, como reduzir o uso de gás e até substituir fogões por alternativas.

Na prática, diferentes países adotam caminhos distintos. A Austrália implementou um modelo de subsídio às refinarias que varia conforme a cotação do barril, tentando evitar repasses ao consumidor. No Brasil, há redução de PIS/Cofins e subsídio para a venda de diesel de uso rodoviário, beneficiando produtores nacionais e importadores.

Intervenções globais

A China avançou com uma medida drástica: proibiu exportações de refinarias para manter a oferta de diesel e gasolina dentro do país, enquanto o Brasil impõe uma alíquota de 12% de imposto de exportação sobre o petróleo. Nos Estados Unidos, o governo autorizou o transporte navio por empresas estrangeiras, suspendendo regra centenária, para ampliar a oferta de petróleo importado.

A Casa Branca também flexibilizou compras de petróleo de países sancionados, como Rússia e Irã, com o objetivo de aumentar a oferta e reduzir o preço nas bombas. As ações destacam uma prioridade: ampliar a oferta, independentemente da origem.

Medidas de freio ao consumo

Em nações altamente dependentes de combustíveis importados, o foco é diminuir o consumo. Paquistão reduziu o limite de velocidade em rodovias, de 120 km/h para 100 km/h, o que pode reduzir o consumo entre 5% e 10%. Também houve retorno das aulas remotas e da semana de quatro dias.

Nas Filipinas, o home office obrigatório pelo menos uma vez por semana passou a vigorar no setor público, diante de alta dependência de importações de energia. A Índia prioriza o GLP para uso residencial, mantendo a indústria em segundo plano para evitar insegurança alimentar.

Mudanças no cotidiano e recomendações

Relatos de restaurantes na Índia indicam que o custo de energia já inspira cardápios mais simples e racionamento de gás. A Agência Internacional de Energia orienta que não basta aumentar a oferta: é preciso reduzir a demanda. Entre as medidas, sugerem substituição do fogão a gás por elétrico, micro-ondas ou air fryer.

A AIE também recomenda estimular o home office, reduzir velocidades, restringir circulação de carros em grandes cidades e incentivar transporte público e compartilhamento de veículos. Além disso, sugere evitar viagens aéreas de negócios para aliviar o mercado de combustível de aviação.

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