- O CEO da EasyJet disse que os preços das passagens devem subir por causa da guerra no Oriente Médio, com o impacto já visível nas reservas para destinos como Espanha.
- Clientes estão adiando viagens para Turquia, Egito e Chipre, enquanto o Mediterrâneo Oriental fica menos popular e o Ocidental mais procurado.
- A empresa não mudou a capacidade ainda, mas pode reduzir a frequência de voos para destinos com várias frequências diárias.
- A EasyJet informou que fez hedge da maior parte do combustível para os próximos meses; no fim do verão, esses hedges devem ser cancelados, o que pode elevar preços.
- O combustível representa cerca de um terço dos custos das companhias aéreas; outras aéreas já sinalizaram aumentos e possíveis esgotamentos de estoques em cenários de conflito.
A EasyJet informou que pode elevar o preço das passagens devido ao conflito em curso no Oriente Médio. O comentário ocorreu na segunda-feira (23), durante a inauguração de uma nova base no Aeroporto de Newcastle, no nordeste da Inglaterra.
Segundo o CEO Kenton Jarvis, o impacto da guerra já se reflete nas reservas: destinos como a Espanha ganham demanda, enquanto viagens para Turquia e Chipre caem. O Mediterrâneo Oriental fica menos procurado, o Ocidental, mais buscado.
A companhia, que opera com tarifas de baixo custo, hedgeou grande parte de seu combustível para os próximos meses. No entanto, prevê-se cancelamento desses contratos no fim do verão, o que pode impulsionar os preços.
Jarvis afirmou que os preços devem ser repassados ao consumidor após o verão, dependendo do preço do combustível na época. A EasyJet não aumentou a capacidade até o momento, mas pode reduzir a frequência de voos para alguns destinos.
O combustível representa cerca de um terço dos custos das companhias aéreas. Air France-KLM e SAS já sinalizaram aumentos, enquanto a Finnair teme esgotamento de estoques no Estreito de Ormuz.
A EasyJet divulgou, em janeiro, proteções de combustível para 2026: 84% para o 1º semestre, 62% para o 2º, 43% para o 1º semestre de 2027, a custos médios de US$ 715, US$ 688 e US$ 671 por tonelada, respectivamente.
No momento, Jarvis afirmou não haver problemas de fornecimento. A empresa lida com a volatilidade de preços por meio de gestão de custos. O cenário permanece “muito imprevisível”, segundo ele.
Após o início da guerra na Ucrânia, a companhia registrou queda de reservas por seis semanas, observação que pode se repetir, se as condições se manterem inalteradas.
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