- Em 2025, lojas de luxo em ruas principais da Europa cresceram treze por cento, com noventa e seis aberturas, apesar da demanda mais fraca.
- LVMH, Kering e Richemont responderam por quase um terço das novas lojas.
- Paris passou a representar um pouco mais de um quinto das aberturas, apesar de ter tido queda em 2024.
- Fragrâncias de luxo abriram seis lojas, principalmente em Paris; moda e acessórios ficaram responsáveis por cerca de metade das aberturas.
- Gucci registrou queda de dez por cento nas vendas no quarto trimestre; a LVMH avisou sobre Natal fraco e perspectiva de 2026 pouco melhor, enquanto aluguéis de primeira linha subiram 3,5 por cento.
As lojas de luxo expandiram a presença na Europa em 2025, mesmo com vendas mais fracas. Gucci, Fendi e Bulgari abriram novas lojas e reforçaram pontos de venda em ruas de varejo de alto perfil, conforme levantamento da Cushman & Wakefield.
No total, as principais vias de lojas de luxo da Europa registraram 96 aberturas no ano passado, um aumento de 13% frente a 2024. Marcas sob o guarda-chuva de LVMH, Kering e Richemont responderam por quase um terço dessas novas unidades.
Paris representou um pouco mais de um quinto das aberturas, mantendo-se relevante mesmo após a redução de atividade nos Jogos Olímpicos de 2024. A cidade mostrou fluxo constante de lançamentos, especialmente em fragrâncias, que contribuíram com parte do crescimento.
A expansão ocorre em meio a uma demanda mais exigente dos consumidores e a uma perspectiva econômica global menos otimista, que tende a reduzir gastos com artigos de alto valor. Ponte entre lojas físicas e experiência do consumidor ganha importância para atrair compradores.
Segundo a Cushman & Wakefield, lojas físicas continuam estratégicas para o varejo de luxo, com rubrica de fragrâncias ganhando destaque em Paris, pela atratividade de preço relativo. O mercado avalia impactos de custo de locação e disponibilidade de pontos privilegiados.
Entre as marcas, LVMH manteve o ritmo mais acelerado, com expansão de Louis Vuitton e Dior. A Kering abriu unidades para Saint Laurent e Bottega Veneta, enquanto a Richemont registrou menos inaugurações após anos de forte atividade.
A análise aponta ainda que o setor mantém uma participação expressiva de moda e acessórios, além de forte atuação em itens de fragrância, como parte das estratégias para atrair clientes diante do ambiente econômico.
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