- O painel do evento Eloos, em Belo Horizonte, reuniu os prefeitos Álvaro Damião (União) e Ricardo Nunes (MDB) para falar sobre PPPs e infraestrutura.
- Damião disse que parcerias público-privadas elevam investimentos, citando centros de saúde de Belo Horizonte como exemplo de melhoria via PPP, vistos como modelo nacional.
- Nunes afirmou que o privado tem mais capacidade de investimento, destacando o transporte público de São Paulo, no qual a prefeitura subsidia cerca de 50% da passagem, aumentando o custo para manter o valor.
- O projeto da prefeitura de tornar a frota de ônibus de São Paulo elétrica é citado, mas o financiamento é um desafio; também há questões de fornecimento de energia com a concessionária Enel.
- O secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, reforçou que é preciso buscar iniciativa privada, pois o governo sozinho não tem suficiente capacidade.
No Eloos, prefeitos de Belo Horizonte e São Paulo destacaram as PPPs como caminho para ampliar a infraestrutura. O painel ocorreu em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (23), durante a terceira edição do evento promovido pela Itatiaia em parceria com a CNN Brasil. O objetivo foi debater desafios de infraestrutura no Brasil.
O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, afirmou que as PPPs são a solução para elevar os investimentos públicos. Ele citou exemplos na cidade, dizendo que centros de saúde em modelo PPP se apresentam como referência nacional e funcionam como mini hospitais em bairros.
O prefeito Ricardo Nunes, de São Paulo, ressaltou que o setor privado tem maior capacidade de investimento e pode impulsionar o transporte público. Em SP, a prefeitura subsidia cerca de 50% das viagens, com um custo de aproximadamente R$ 7 bilhões para manter as passagens estáveis.
Desafios e perspectivas
Nunes manteve o foco na eletrificação da frota de ônibus, destacando ganhos de economia e redução de emissões, mas apontou que o financiamento é um obstáculo. Além disso, há desafios com o fornecimento de energia elétrica na cidade, relacionado à concessionária Enel.
O secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, reforçou a necessidade de ampliar a participação da iniciativa privada. Segundo ele, não é viável depender apenas do governo para grandes projetos de infraestrutura.
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