- A arrecadação federal em fevereiro somou R$ 222,1 bilhões, alta real de cinco vírgula sete por cento frente a fevereiro do ano anterior, e atingiu o maior valor para o mês desde o início da série, em 1995.
- O desempenho foi puxado pela contribuição previdenciária e pelos tributos PIS/Cofins, IRRF-capital e IOF, segundo a Receita Federal.
- No acumulado de janeiro e fevereiro, a arrecadação federal ficou em R$ 547,9 bilhões sem correção pela inflação, e em R$ 550,2 bilhões com ajuste de preços, alta real de quatro vírgula quarenta e um por cento.
- A meta fiscal para 2026 é superar o saldo zero do PIB em até 0,25 ponto percentual, o que equivale a cerca de R$ 34,3 bilhões, com margem de tolerância.
- Mesmo com o posicionamento acima, a previsão indica um rombo de R$ 23,3 bilhões nos cofres públicos em 2026, caso os números se confirmem, o que aponta para contas negativas ao longo do mandato.
A arrecadação federal com impostos, contribuições e demais receitas somou 222,1 bilhões de reais em fevereiro deste ano, segundo a Receita Federal. O resultado aponta avanço em relação a igual mês de 2023, e ocorre em meio a ajustes tributários anunciados nos últimos anos pela equipe econômica.
O ganho real foi de 5,7% frente a fevereiro do ano passado, quando a arrecadação ficou em 210,2 bilhões (valor com correção pela inflação). O levantamento marca o maior valor já registrado para o mês desde o início da série, em 1995, o que representa 32 anos de registro.
Segundo a Receita, o recorde é explicado principalmente pela alta na contribuição previdenciária e pelos desempenhos de PIS/Cofins, IRRF-Capital e IOF, tributo que teve aumento no ano anterior. A soma reflete, portanto, impactos de ganhos econômicos e de medidas fiscais.
Entre os componentes citados, a arrecadação da previdência e os tributos sobre operações financeiras contribuíram para o desempenho. O governo ressalta que o contexto econômico do país também favorece o resultado, sem detalhar efeitos específicos de políticas recentes.
Nos dois primeiros meses do ano, a arrecadação federal totalizou 547,9 bilhões de reais, sem correção pela inflação. Com ajuste inflacionário, esse montante atingiu 550,2 bilhões, elevando o crescimento real para 4,41% frente ao mesmo período de 2023.
Esse desempenho no início de 2024 consolidou-se como recorde histórico para o 1º bimestre. Os dados oficiais indicam, portanto, trajetória de alta na receita pública, mesmo com variações mensais observadas ao longo do período.
Meta fiscal em 2026
O governo mantém a expectativa de aumentar a arrecadação para atingir a meta de saldo positivo de 0,25% do PIB em 2026, equivalente a cerca de 34,3 bilhões de reais. O arcabouço fiscal de 2023 prevê tolerância de 0,25 ponto percentual em relação à meta central.
Caso haja flexibilidade, até 57,8 bilhões de reais podem ser deslocados de despesas para cumprir parte da meta, por meio de ajustes em áreas como precatórios. Com isso, a previsão prática aponta para um possível rombo de 23,3 bilhões de reais nos cofres públicos em 2026, mesmo com saldo formal positivo.
Se as projeções se confirmarem, as contas do governo permaneceriam negativas ao longo de todo o próximo mandato, de acordo com as simulações contidas no arcabouço fiscal. O governo afirma, porém, que a meta oficial poderá ser atingida conforme os resultados efetivos.
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