- O Banco Central do Chile manteve a taxa básica de juros em 4,5% ao ano, decisão unânime, nesta terça-feira (24).
- O BC afirmou que a guerra no Oriente Médio elevou as incertezas sobre o crescimento global e sobre pressões inflacionárias, com impulso aos preços do petróleo.
- A inflação ao consumidor do Chile desacelerou para 2,4% em fevereiro, mas as expectativas de curto prazo subiram por causa da depreciação do peso e dos preços de combustíveis.
- Se o conflito terminar rápido, a inflação deve retornar à meta em 2027; caso contrário, o Conselho acompanhará sinais de maior transmissão dos choques inflacionários.
- A próxima decisão do BC está prevista para ser divulgada em 28 de abril.
O Banco Central do Chile manteve a taxa básica de juros em 4,5% ao ano, em decisão unânime. O comunicado indica que a guerra no Oriente Médio elevou as incertezas sobre o crescimento global e pressões inflacionárias, com impacto nos preços do petróleo.
A autoridade monetária aponta que a inflação ao consumidor desacelerou para 2,4% em fevereiro, mas as expectativas de curto prazo aumentaram por causa da depreciação do peso e dos preços de combustíveis. O cenário externo influencia o cenário doméstico.
Contexto macroeconômico
Se o conflito se encerrar rapidamente, o BC acredita que a inflação chilena poderá retornar à meta em 2027. Contudo, o Conselho ressalta que acompanhará sinais de transmissão e persistência dos choques inflacionários.
O BC destacou que não sinalizou direções futuras. As decisões serão avaliadas em cada reunião, com o objetivo de levar a inflação à meta de 3% em um horizonte de dois anos.
A próxima divulgação de decisão está marcada para 28 de abril, quando o BC deverá apresentar novas leituras sobre o cenário interno e externo.
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