- Bernstein diz que o Bitcoin já encontrou o fundo e deve retomar a alta, com previsão de encerrar o ano em US$ 150 mil.
- A queda recente, de até quarenta e cinco por cento desde as máximas de fim de 2025, é vista como ajuste de sentimento, não deterioração dos fundamentos.
- Motivos da pressão incluem juros altos por mais tempo, riscos geopolíticos e saídas de ETFs; a correção também foi ampliada pela pulverização de alavancagem e realização de lucros.
- Demanda institucional continua sendo motor para nova alta, com fluxos resilientes para ETFs e maior participação de bancos; o Bitcoin teve desempenho superior ao ouro desde o fim de fevereiro.
- A Bernstein mantém visão positiva para a Strategy, tesouraria em Bitcoin liderada por Michael Saylor, que detém cerca de 3,6% de toda a oferta, avaliada em aproximadamente US$ 53,5 bilhões.
O Bitcoin deve retornar à trajetória de alta após encontrar o fundo, segundo análise da Bernstein divulgada nesta terça-feira (24). A equipe, liderada por Gautam Chhugani, mantém a projeção de terminar o ano em US$ 150 mil. A leitura é de que a recente queda foi um ajuste de sentimento, não um sinal de crise nos fundamentos.
Segundo o relatório, a correção não indica deterioração estrutural. O ativo acumula recuo de até 45% desde os picos de fim de 2025, pressionado por juros elevados por mais tempo, riscos geopolíticos no Oriente Médio e saídas de ETFs. Desmontagem de posições alavancadas e realização de lucros também contribuíram para a volatilidade.
A Bernstein ressalta que o movimento atual difere de quedas profundas anteriores. Não há sinais de estresse sistêmico, o que sustenta a visão de ajuste de curto prazo sem alterar a tese de investimento no Bitcoin. A avaliação é de que a demanda institucional continua como motor da próxima fase de alta.
Contexto institucional e perspectiva de estratégia
A corretora cita a Strategy, tesouraria em Bitcoin de Michael Saylor, como forma de exposição alavancada ao ativo. A Bernstein mantém visão positiva, destacando balanço sólido e liquidez da empresa, que detém cerca de 3,6% de toda a oferta de Bitcoin, avaliada em aproximadamente US$ 53,5 bilhões.
A instituição aponta demanda institucional resiliente para ETFs e maior participação de bancos na oferta de serviços relacionados à criptomoeda. Desde o início do conflito com o Irã, o Bitcoin superou o ouro em 25%, reforçando sua atratividade como ativo de proteção neste cenário.
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