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Brasil é o melhor posicionado como porto seguro na América Latina, diz JPMorgan

Brasil é o porto seguro da América Latina, com fluxos estrangeiros recordes e maior desempenho de bolsa no ano, apesar da aversão global ao risco

Ilustração gerada por IA
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  • O JPMorgan classifica o Brasil como o melhor posicionado no que chama de “porto seguro” da América Latina, em meio ao momento de aversão global ao risco.
  • Fluxos de estrangeiros chegaram a quase US$ 7 bilhões até 19 de março, mantendo o total do ano em cerca de R$ 48,5 bilhões (aproximadamente US$ 9,2 bilhões).
  • Nos 14 dias de março com dados disponíveis, apenas três giorni registraram saída de recursos, o melhor resultado desde 2022.
  • O desempenho ocorre mesmo com dólar fortalecido, reprecificação das curvas de juros e fluxos negativos para emergentes, com US$ 8 bilhões em resgates desde o início do conflito.
  • Entre gatilhos locais, destacam-se o corte de juros de 0,25 ponto percentual para 14,75% ao ano e a proximidade das eleições, que devem impactar os mercados.

O JPMorgan aponta que o Brasil ocupa a posição de maior credenciado como porto seguro da América Latina em meio ao momento de aversão global ao risco. O relatório, publicado nesta terça-feira, destaca o país como destino de fluxo de estrangeiros em situação extraordinária.

Segundo o documento assinado por executivos do banco, nos 14 dias de março com dados disponíveis, o Brasil registrou apenas três dias de saída de recursos, o melhor desempenho desde 2022. Os fluxos para o Brasil somaram quase US$ 7 bilhões até 19 de março, mantendo uma tendência que já trazu US$ 9,2 bilhões (aproximadamente R$ 48,5 bilhões) no ano.

O relatório ressalta que o desempenho ocorre mesmo com dólar fortalecido, reprecificação das curvas de juros e saídas de capitals de mercados emergentes, com cerca de US$ 8 bilhões de resgates desde o início do confronto. O texto ainda aponta desafios para a continuidade dessa performance caso a situação externa se agrave.

Fatores locais

Entre os gatilhos locais citados, o JPMorgan cita o corte de juros de 0,25 ponto percentual, levando a Selic a 14,75% ao ano, e a proximidade das eleições, que tende a impactar os mercados de forma incerta. Mesmo com o momento positivo, a instituição indica que o cenário externo pode influenciar a trajetória dos fluxos de capitais para a região.

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