- O barril Brent subiu mais de 2% na manhã desta terça-feira, passando de novo de US$ 100, em meio a incertezas nas negociações entre Estados Unidos e Irã.
- O economista Roberto Troster vê novas quedas no curto prazo, citando que existem outros produtos que concorrem com o petróleo.
- Ele lembra que, com base em crises anteriores, não há um padrão claro para prever as flutuações, mas aponta que o preço não deve ficar muito tempo acima dos concorrentes.
- Troster destaca que o gás de xisto é viável a partir de US$ 60–70 por barril, o que pode fazer o gás ganhar espaço no mercado petrolífero se o petróleo permanecer alto.
- No Brasil, ele diz que a Petrobras não tem uma política de preços clara e que a política de controle do governo tende a não funcionar, com o preço do petróleo já defasado.
O petróleo voltou a subir nesta manhã de terça-feira, 24, em meio às incertas negociações entre Estados Unidos e Irã. O economista Roberto Troster aponta que a crise pode sinalizar novas quedas no preço no curto prazo quando há maior concorrência entre produtos.
O barril Brent avançou mais de 2% após uma queda de 11% na sessão anterior, chegando a superar US$ 100. Troster afirma que, embora seja difícil prever padrões, o preço tende a não permanecer muito acima dos preços de produtos concorrentes no longo prazo.
Outra condição citada pelo economista é a viabilidade do gás de xisto, que se torna economicamente viável a partir de valores entre US$ 60 e US$ 70 por barril. Com isso, o setor de petróleo pode enfrentar competidores que ganham espaço conforme o preço do petróleo recua.
Desempenho brasileiro e políticas de preços
Para o Brasil, a análise aponta defasagens na gestão de políticas de preços. A Petrobras não tem uma estratégia clara para reajustes, o que, na avaliação de Troster, dificulta a atuação eficaz diante das oscilações do mercado global. A reportagem destaca a importância de uma política consistente para reduzir impactos sobre consumidores e economia.
Entre na conversa da comunidade