- O diesel vendido nas refinarias do Brasil está quase R$ 3 abaixo do preço praticado no mercado internacional, segundo levantamento da Abicom em parceria com a Stonex.
- A defasagem é positiva para o consumidor, pois o repasse das refinarias às distribuidoras é menor que o do produto importado.
- A Abicom afirma que o abastecimento para o mês de março está seguro; a Petrobras não avalia um novo aumento no diesel no momento.
- O economista Roberto Troster considera a prática irracional, afirmando que vender abaixo do custo de repor pode gerar desequilíbrios na economia aberta.
O diesel vendido nas refinarias brasileiras está quase R$ 3 abaixo do preço praticado no mercado internacional. O levantamento foi realizado pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), em parceria com a Stonex. A diferença negativa para o mercado externo significa que, no nível das refinarias, o custo é menor do que o preço de referência internacional.
Essa defasagem direta beneficia o consumidor, já que o repasse das refinarias às distribuidoras é menor do que o valor do diesel importado. A Abicom afirma que o abastecimento para o mês de março está assegurado. Segundo fontes, a Petrobras não considera um reajuste no preço do diesel neste momento.
A defesa de manter preços internos está ligada ao ritmo de importação e ao funcionamento da cadeia de abastecimento. O economista Roberto Troster classifica a prática como irracional, afirmando que vender abaixo do custo de repor não é sustentável em economia aberta. Troster ressalta que, na prática, isso pode provocar distorções entre importadores, postos de combustível e consumidores.
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