- O presidente Ferdinand Marcos Jr. declarou estado de emergência energética nacional, válido por um ano, em resposta à guerra no Irã e aos riscos ao abastecimento do país.
- Foi criada uma comissão para assegurar transporte, abastecimento e disponibilidade de combustível, alimentos, medicamentos e outros bens essenciais.
- O decreto permite ao governo adquirir combustível e derivados de petróleo para garantir fornecimento em tempo hábil, com possibilidade de pagamento antecipado de parte dos contratos.
- O país possui reservas de combustível estimadas em cerca de 45 dias e busca adquirir 1 milhão de barris de petróleo de fontes regionais e internacionais para ampliar o estoque.
- O Ministério das Finanças, em coordenação com o Banco Central, deve monitorar impactos no peso e nas remessas; senadores criticaram a resposta governamental e há greve de dois dias prevista por trabalhadores do transporte e grupos de consumidores.
O presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr, declarou nesta terça-feira 24 um estado de emergência energética nacional, em resposta à guerra no Oriente Médio e ao risco de desabastecimento no país. A medida visa garantir abastecimento estável de energia.
O decreto tem validade de um ano e autoriza o governo a adquirir combustíveis e derivados para assegurar o fornecimento em tempo hábil. Também cria uma comissão para coordenar transporte, abastecimento, distribuição e disponibilidade de bens essenciais.
Além disso, a secretária de Energia, Sharon Garin, informou que o país possui reservas de combustível equivalentes a cerca de 45 dias de consumo. O governo busca adquirir 1 milhão de barris de petróleo de fontes nacionais e internacionais para reforçar o estoque regulador.
Medidas e objetivos
A declaração facilita ações rápidas, com exceção dos trâmites habituais, para enfrentar interrupções no fornecimento de energia e impactos econômicos. O governo também foi orientado a monitorar, junto ao Ministério das Finanças e ao Banco Central, os efeitos do conflito sobre o peso local e remessas.
Segundo autoridades, a situação internacional elevou os preços do petróleo e aumentou a volatilidade dos mercados, justificando a adoção de medidas preventivas. Analistas apontam incertezas quanto a novos pedidos de combustível nos próximos meses.
Reações e desdobramentos
Senadores criticaram a resposta governamental à alta dos combustíveis, destacando a necessidade de coordenação entre órgãos públicos para evitar pressões inflacionárias. Trabalhadores do transporte, passageiros e consumidores preparam greve de dois dias a partir de quinta-feira 26, para protestar.
Segundo quem acompanha o setor, a greve visa cobrar ações do governo para conter aumentos de preços e assegurar abastecimento estável. O governo afirmou manter canais de comunicação com representantes setoriais para gerir a crise.
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