- Nos últimos sete anos, o país realizou 95 leilões na infraestrutura, com 70 deles no setor portuário, impulsionando a modernização logística.
- Em 2025, o setor movimentou 1,403 bilhão de toneladas, e 95% das exportações brasileiras dependem de portos; houve resistência a choques como a reestruturação de tarifas nos EUA.
- Do total investido em infraestrutura em 2025, 84% veio da iniciativa privada (R$ 280 bilhões no agregado), evidenciando o papel da regulação para parcerias público-privadas.
- Em 2025 foi realizado o primeiro leilão de canal de acesso em Paranaguá; em 2026 haverá leilões de terminais de contêineres, com o Tecon Santos 10 ampliando a capacidade em 47% e adicionando 6,5 milhões de TEUs com quatro novos terminais; a projeção é chegar a 18 milhões de TEUs por ano até 2030, partindo de 15 milhões em 2025.
- A estabilidade regulatória e a promoção da multimodalidade são pilares para reduzir custos logísticos, atrair capital de longo prazo e manter a resiliência da cadeia de suprimentos diante de cenários internacionais.
A infraestrutura portuária brasileira segue um ciclo de dinamismo, com ganhos de eficiência e maior participação privada. Em 7 anos, foram realizados 95 leilões no setor, representando cerca de 60% de todos os certames desde a Lei de Concessões de 1995. A atuação portuária amplia a capacidade logística e sustenta investimentos.
Dados da Antaq indicam expansão relevante. Em 2025, o setor movimentou 1,403 bilhão de toneladas, 6% acima de 2024. Quase 95% das exportações brasileiras dependem de portos, destacando o papel estratégico das vias marítimas no comércio externo. A resiliência frente a choques, como tarifas nos EUA, também se evidencia.
A atuação pública e privada tem convergido para reduzir gargalos estruturais. Mesmo com ganhos de produtividade, ainda existem limites físicos que exigem ampliação de infraestrutura e novos aportes, sob um marco regulatório estável. A regulação aparece como requisito para parcerias de longo prazo.
Estímulo institucional e investimento privado
A Abbott da infraestrutura revela que 84% dos recursos em 2025 vieram do capital privado, equivalente a 235 bilhões de reais. Em 15 anos, o investimento privado dobrou, evidenciando a importância de um ambiente regulatório estável para parcerias público-privadas.
Nesse cenário, o Estado atua para desobstruir gargalos multimodais. O porto depende de acessos terrestres e aquaviários eficientes, exigindo cooperação entre várias instituições e a promoção da multimodalidade como eixo de atuação.
O governo tem promovido ações para ampliar a capacidade de acesso. Em 2025 ocorreu o primeiro leilão de canal de acesso em Paranaguá, permitindo a entrada de navios de maior porte. Medidas preparatórias acompanham avanços para Itajaí e Santos, elevando o padrão de infraestrutura de acesso.
Perspectivas e horizontes tecnológicos
Em 2026, a agenda prevê a retomada dos leilões de terminais de contêineres. O Tecon Santos 10 deve ampliar a capacidade do complexo santista em 47%. Ao todo, quatro novos terminais somarão 6,5 milhões de TEUs à capacidade nacional.
A movimentação de TEUs deve chegar a 18 milhões anuais até 2030, segundo projeções da Antaq, ante 15 milhões em 2025. Mesmo com alta demanda, o mercado permanece suscetível a fatores externos, como tensões geopolíticas e custos de frete.
Conclusão de informações
O conjunto de dados aponta para uma matriz de regulação sólida, investimentos privados robustos e planejamento para ampliar acessos e terminais. A estabilidade institucional emerge como asseguradora de que o fluxo de investimentos e a operação logística permaneçam estáveis diante de cenários internacionais.
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