- As taxas dos DIs fecharam em alta na terça-feira (24), após o BC afirmar que depende de mais informações para definir o tamanho e a duração do ciclo de cortes da Selic, e diante dos novos ataques do Irã contra Israel e desmentidos sobre negociações com os EUA.
- O DI para janeiro de 2028 ficou em 13,935%, com alta de quinze pontos-base em relação à sessão anterior; na ponta longa, o DI para janeiro de 2035 marcou 14,04%, com avanço de vinte pontos-base.
- O Copom cortou a Selic em 25 pontos-base na semana anterior, para 14,75% ao ano; a ata enfatizou que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão definidas ao longo do tempo, com base em novas informações.
- Analistas avaliam que a ata mantém tom mais dovish, mas com leitura dependente de dados; o mercado aposta em cortes em passos de 25 pontos-base, com possibilidade de reajuste de 50 pontos-base em abril.
- No exterior, o Brent voltou a passar de US$ 100 o barril, pressionando inflacionários; os rendimentos dos Treasuries também ampliaram ganhos, com impactos sobre mercados globais.
O DI fechou a terça-feira com altas, após o BC indicar que a magnitude e a duração do ciclo de cortes da Selic dependem de novas informações. Também pesou o ambiente externo, com novos ataques do Irã a Israel e desmentidos de Teerã sobre negociações com os EUA, além da alta do petróleo.
Na prática, o DI para janeiro de 2028 encerrou em 13,935%, subida de 15 pontos-base em relação à sessão anterior. O DI de longo prazo para janeiro de 2035 ficou em 14,04%, com alta de 20 pontos-base.
O Copom havia reduzido a Selic em 25 pontos-base na semana anterior, para 14,75% ao ano. Na ata divulgada nesta terça, o BC reiterou que a calibração do ciclo depende de informações que venham a surgir ao longo do tempo, em meio a fatores externos de guerra e a incertezas sobre a atividade interna.
Analistas destacaram que a ata manteve um viés dividido entre novos cortes de 25 pontos-base, uma possível aceleração para 50 pontos-base ou a manutenção, conforme a evolução do cenário externo. A leitura comum é de que o mercado ainda aposta em ajustes gradualistas.
Em aB3, as opções de Copom mostravam um mercado dividido para abril: cerca de 35% de chance de corte de 25 pb, 34,5% de manutenção em 14,75% e 25% de possibilidade de corte de 50 pb, segundo dados mais recentes. A incerteza segue ligada ao petróleo e à inflação global.
No front externo, o petróleo Brent ultrapassou os US$ 100 o barril ante a perspectiva de impactos inflacionários da guerra no Oriente Médio. Os rendimentos dos Treasuries também operaram em alta, refletindo incertezas sobre o curso dos conflitos.
Antes do episódio externo, o Tesouro Nacional retomou o leilão de NTN-B, títulos atrelados à inflação, com oferta menor que o usual para evitar pressão adicional na curva. Foram ofertados 150 mil papéis e venderam 84,4 mil, ou 56,3% da oferta.
Nos EUA, os rendimentos de curto prazo subiram: o Treasury de dois anos avançou para 3,925% e o de 10 anos para 4,386%, em meio a notícias sobre negociações e ao clima de incerteza em relação às políticas monetárias.
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