- A arrecadação do mercado fonográfico brasileiro foi de R$ 3,958 bilhões em 2025, alta de 14,1%.
- O Brasil alcançou a oitava posição no ranking global de maiores mercados de música, segundo a IFPI, com dados da Pró-Música Brasil.
- Das receitas, R$ 3,4 bilhões vieram do digital, higher de 13,2% em relação a 2024, com o streaming respondendo por cerca de 83% de tudo.
- Vendas físicas cresceram 25,6%, impulsionadas principalmente pelo vinil, ainda representando menos de 1% do total.
- Fraudes no streaming e o uso de inteligência artificial são temas de preocupação, com ações para coibir reproduções artificiais e defender direitos de artistas, produtores e compositores.
O mercado fonográfico brasileiro encerrou 2025 com faturamento de quase R$ 4 bilhões, registrando alta de 14,1% frente a 2024. O total, de R$ 3,958 bilhões, aponta o Brasil na 8ª posição entre os maiores mercados globais, segundo a Pró-Música Brasil.
A entidade ressalta a continuidade da expansão do setor, marcada pelo peso do modelo de streaming. O setor digital atingiu cerca de R$ 3,4 bilhões, 13,2% acima de 2024, enquanto a participação do streaming nas receitas permanece em torno de 83%.
Paralelamente, as vendas físicas, puxadas por vinil, cresceram 25,6%, ainda que representem menos de 1% do total. A Pró-Música destaca que esse dinamismo decorre da estratégia de carreira de artistas, bem como de eventos de marketing e promoção.
Inteligência artificial
A Pró-Música aponta riscos da IA ao mercado musical, principalmente pelo uso não autorizado de gravações de artistas e produtores para treinar sistemas. A entidade defende aprovação de projetos que assegurem inovação tecnológica em ambiente justo, respeitando direitos autorais.
Fraudes
Outro desafio é a fraude no streaming, com uso de mecanismos automatizados para gerar reproduções. A organização informa que parte dessas práticas é investigada pelos ministérios públicos, com dilação de receitas de artistas, produtores e compositores.
De 130 sites de impulsionamento artificial de streaming identificados nos últimos anos, 60 deixaram de oferecer serviços em 2025, segundo a Pró-Música. A entidade reforça a necessidade de monitoramento contínuo para coibir esse tipo de prática.
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