- Ações globais caíram nesta terça-feira (24) devido à incerteza sobre o conflito no Oriente Médio e seus desdobramentos nos mercados.
- S&P 500 recuou 0,3% e as ações europeias caíram 0,4%; Treasuries tiveram queda, com o rendimento da curva de dois anos em 3,88% (alta de dois pontos-base).
- O Brent elevou-se 2,2%, acima de US$ 102 por barril, enquanto o dólar subiu 0,3% e o ouro ficou praticamente estável.
- Os investidores acompanham reação a notícias sobre EUA, Israel e Irã, após o sinal de Trump sobre possível fim das hostilidades, seguido por relatos de aliados do Golfo próximos de entrar no conflito.
- Analistas destacam volatilidade e risco de inflação se os preços do petróleo permaneçam elevados, com impactos potenciais em políticas monetárias.
As ações globais operam em queda nesta terça-feira, pressionadas pela incerteza em torno do conflito no Oriente Médio e seus potenciais impactos nos mercados. O clima de risco se mantém à frente de novos desdobramentos na região.
No Brasil e no exterior, o S&P 500 caiu 0,3% após alternar entre altas e baixas; a bolsa europeia recuou 0,4%. Treasuries caíram; o rendimento do título de dois anos subiu para 3,88%. O Brent subiu 2,2%, acima de 102 dólares o barril. O dólar avançou, e o ouro manteve-se estável.
A volatilidade aponta para cautela entre investidores, com notícias sobre a relação entre EUA, Israel e Irã alimentando oscilações nos preços de commodities e juros. A recuperação dos mercados permanece incerta caso haja escalada no Golfo.
“A situação é delicada”, disse um analista de estratégia, ressaltando que um acordo rápido poderia sustentar uma recuperação, enquanto novas entradas no conflito elevam o risco de recessão. A incerteza continua a pesar sobre o apetite por ativos de risco.
Analistas destacam que a volatilidade pode manter o petróleo em patamares elevados, pressionando inflação e alimentando especulações sobre cortes de juros ou aperto monetário.
Alguns gestores disseram ter aumentado a posição em caixa e comprado opções de venda no S&P 500, como forma de proteção diante da volatilidade persistente.
Destaques corporativos desta manhã
- Estée Lauder negocia a compra da Puig, o que criaria um gigante global de cosméticos com cerca de 20 bilhões de dólares em vendas, ampliando marcas como Rabanne e Carolina Herrera. Os termos não foram divulgados.
- Nintendo informou redução na produção do Switch 2, para 4 milhões de unidades no trimestre, abaixo das expectativas. As vendas acima do esperado não se confirmaram, especialmente no mercado americano, e a empresa buscará novos títulos para sustentar a demanda.
- Revolut atingiu receita de 4,5 bilhões de libras em 2025, avanço de 46% frente ao ano anterior. O desempenho supera expectativas, com foco em assinaturas e serviços de gestão de patrimônio, além de mirar licença no Reino Unido para ampliar crédito e receitas com juros.
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