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OranjeBTC tem prejuízo de R$470 milhões com queda do Bitcoin e mira ações EUA

OranjeBTC registra prejuízo de R$ 469,9 milhões em 2025, devido a ajuste de valor do Bitcoin, e anuncia ADRs nos EUA para captar liquidez

Guilherme Gomes, CEO da OranjeBTC, no Digital Assets Conference (DAC) 2025
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  • OranjeBTC registrou prejuízo líquido de R$ 469,9 milhões em 2025, com receita líquida de R$ 2,8 milhões e tesouraria de 3.722,3 bitcoins.
  • O resultado foi puxado por ajuste negativo a valor justo de R$ 465,2 milhões sobre o estoque de Bitcoin, causado pela correção do preço do ativo no fim de 2025.
  • A empresa anunciou lançamento de ADRs nos Estados Unidos, em programa lastreado em ações ordinárias, com listagem no OTC nos próximos quatro a cinco semanas.
  • Em caixa, a companhia fechou 2025 com R$ 19,2 milhões; planeja chegar ao breakeven e tem linha de crédito de US$ 10 milhões, investindo parte em papéis da Strategy que rendem 11,5% ao ano.
  • A base de acionistas aumentou para mais de 8.300 em fevereiro de 2026, com maior liquidez e participação do Bitcoin na estratégia de exposição.

OranjeBTC divulgou seu primeiro balanço como empresa aberta, com prejuízo líquido de 469,9 milhões de reais em 2025, receita de 2,8 milhões e uma tesouraria de 3.722,3 bitcoins ao fim do ano. A empresa também anunciou planos de lançar ações nos EUA via ADRs (American Depositary Receipts).

O resultado não representa desperdício de caixa, segundo a companhia. O fator dominante foi um ajuste negativo a valor justo de 465,2 milhões de reais sobre o estoque de Bitcoin, decorrente da correção do preço do ativo no fim de 2025. Despesas financeiras com derivativos e 3,1 milhões de reais de prejuízos com operações descontinuadas do ensino presencial contribuíram para o resultado.

No fluxo de caixa, a OranjeBTC captou 2,3 bilhões de reais em financiamentos, usados principalmente para compra de Bitcoin, com consumo operacional líquido de 13,1 milhões. Ao quarto trimestre, a empresa comprou 72,3 bitcoins, elevando a posição de 3.650 para 3.722,3 unidades, e fechou o ano com custo médio de aproximadamente 591 mil reais por BTC.

ADRs nos EUA e estratégia de tesouraria

O CEO Guilherme Gomes afirmou que a estratégia se tornou mais clara em um período de forte correção do mercado, com compras de Bitcoin ou recompra de ações quase que semanalmente. A meta é aumentar a exposição indireta ao Bitcoin para os acionistas, mesmo em cenário adverso.

Ao final de 2025, a empresa encerrou o ano com caixa de 19,2 milhões de reais, estimando que, com despesas recorrentes de cerca de 4 milhões por trimestre, haveria 15 a 16 meses de liquidez. O executivo destacou ainda uso da tesouraria para gerar rendimento, citando uma linha de crédito de 10 milhões de dólares e a alocação de papéis preferenciais da Strategy que rendem 11,5% ao ano.

Gomes afirmou que o balanço auditado pode ampliar a confiança de investidores. A base de acionistas registrou aumento de cerca de 180 mil para mais de 8,3 mil entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, com liquidez também em avanço. A empresa observa alta de liquidez e melhora na compreensão do mercado sobre sua tese.

A entrada em ADRs envolve a emissão de ADR Nível I lastreado em ações ordinárias, com o Bank of New York Mellon como depositário. A listagem ocorrerá no OTC, nos próximos quatro a cinco semanas, fortalecendo a exposição de investidores internacionais. Gomes destaca que o movimento facilita acesso a públicos já familiarizados com mercados norte-americanos.

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