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Petrobras planeja leilão e Sindigás teme alta do GLP

Sindigás teme alta do GLP com leilão previsto pela Petrobras para o dia 27; aumento estimado de até R$ 11 por botijão em algumas regiões

Botijões de gás de cozinha em revendedora em Campo Mourão, na Região Centro-Oeste do Paraná. Na foto, botijões de gás em distribuidora.
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  • Sindigás teme alta do GLP caso Petrobras realize leilão de GLP no dia 27; o ágio mínimo subiu de R$ 120,00 para R$ 900,00 por tonelada.
  • Petrobras já tinha ofertado volumes de gasolina em leilão suspenso por ágios elevados; now o setor acompanha possível leilão de GLP e impacto nos preços.
  • Se o leilão ocorrer, o botijão de GLP de 13 quilos pode subir pelo menos R$ 11 em algumas regiões.
  • O programa Gás do Povo chegou a 15 milhões de famílias em todos os municípios; existe a possibilidade de reajuste no preço de referência do programa.
  • A ANP aponta preço médio do botijão de 13 quilos em R$ 109,91; a defasagem do GLP brasileiro em relação ao mercado internacional era de 0,52% no fechamento de segunda-feira, segundo CBIE.

O Sindigás teme que leilões de GLP promovam alta de preços após a Petrobras anunciar novos leilões. A instituição afirma que, se o processo for mantido, o botijão de gás de cozinha poderá subir em pelo menos R$ 11 em diversas regiões do país. A previsão ocorre após a estatal ter divulgado volumes de gasolina para leilão, suspensos por ágio elevado.

Segundo o presidente do Sindigás, Sérgio Bandeira de Mello, a Petrobras divulgou para o dia 27 a realização de leilões de GLP. Ele aponta preocupação com o impacto direto sobre custos e preços, citando histórico de aumentos em leilões anteriores de combustíveis.

Bandeira de Mello lembra ainda que, no mês passado, a empresa realizou um leilão com ágio inicial de R$ 120 por tonelada. Agora, afirma, o ágio mínimo subiu para R$ 900 por tonelada, o que ele considera incompatível com a dinâmica do mercado. O dirigente ressaltou que o efeito é imediato nos preços ao consumidor.

Dados da ANP indicam que, atualmente, o preço médio do botijão de 13 quilos era de R$ 109,91. O Sindigás aponta que, no passado, o ágio chegou a 100% em algumas localidades, elevando significativamente o custo final ao consumidor.

O CBIE aponta que a defasagem do GLP brasileiro em relação ao mercado internacional era de 0,52% no fechamento da segunda-feira. A organização econômica reforça que a variação de preços depende de fatores como leilões, demanda e câmbio, observando o caráter volátil do insumo.

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