- O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, Renan Calheiros, retirou o sigilo da auditoria do Tribunal de Contas da União sobre a liquidação do Banco Master.
- A decisão atende pedidos dos senadores Eduardo Braga e Esperidião Amin.
- O relatório aponta ausência de impropriedades, omissões ou negligência por parte do Banco Central na liquidação ocorrida em novembro de 2025.
- A assessoria do Senado manterá os resguardos legais, sem impedir a divulgação do relatório técnico.
- A medida ocorre durante o avanço das apurações no Senado, com instalação de subcomissão na CAE para ampliar as investigações e cooperação do TCU.
O presidente da CAE, Renan Calheiros, decidiu retirar o sigilo da auditoria do TCU sobre a liquidação do banco Master. A medida, tomada nesta terça-feira, atende a solicitação dos senadores Eduardo Braga e Esperidião Amin. O objetivo é permitir que o conteúdo do relatório técnico seja acessível aos membros do Congresso.
A decisão ocorreu durante reunião da comissão e mantém os salvaguardas legais previstas, sem impedir a divulgação do relatório. O documento enviado ao Congresso aponta ausência de impropriedades, omissões ou negligência por parte do Banco Central na liquidação extrajudicial decretada em novembro de 2025.
Vilêmias sobre o caso já vêm sendo discutidas no Senado. Em fevereiro, a CAE criou uma subcomissão para ampliar as frentes de investigação. Renan Calheiros também manteve alinhamento com o TCU, recebendo apoio técnico e documentos promissores para o andamento das apurações.
Entenda o caso
O Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, passou a figura de risco após ampliação de captação e oferta de CDBs com rentabilidade superior à média. Investigações indicam desequilíbrio financeiro próximo do fim de 2025, com ativos estimados em cerca de R$ 80 bilhões frente a caixa residual de apenas R$ 4 milhões.
Relatórios apontam desvio estimado em torno de R$ 11,5 bilhões entre 2023 e 2024. Investigações da Polícia Federal e do Banco Central associam o problema a eventuais irregularidades sistêmicas, com impacto institucional relevante. Em decorrência, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial em 18 de novembro, citando grave crise de liquidez e violações às normas do Sistema Financeiro Nacional.
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