- Masterclass sobre rosé no Wine Paris, conduzida por Ben Bernheim, explorou a diversidade da categoria por meio de oito vinhos.
- Pink Flamingo, Domaine Royal de Jarras (Sable de Camargue AOC), usa Grenache Gris e apresenta tom pálido e perfil elegante, em vinhas ungrafadas.
- Fleur de l’Amaurigue Rosé, Domaine de l’Amaurigue (Provence), combina Grenache Noir (60%) e Cinsault para equilíbrio e frescor, com atenção a resistência climática.
- Mirabeau Pure Rosé une variadas castas (Grenache, Syrah, Cinsault, Mourvèdre, Carignan, entre outras) e destaca práticas de viticultura regenerativa.
- Clos du Temple, Gérard Bertrand (Languedoc), é um rosé de alto custo, com produção biodinâmica, colheita noturna e envelhecimento em carvalho, apresentando complexidade e finesse.
A masterclass sobre rosés foi realizada durante o Wine Paris, com a participação de Ben Bernheim e o porta-voz do db, Patrick Schmitt MW. O objetivo foi mostrar a diversidade da categoria e discutir qualidade, potencial comercial e sustentabilidade. O evento reuniu produtores de diferentes regiões, destacando que rosé não é só um estilo único.
Bernheim abriu a atividade questionando definições técnicas de rosé e ressaltou que a categoria funciona como uma família de vinhos, não como uma única fórmula. Ao longo de oito vinhos, conduziu a apresentação para evidenciar a variedade de estilos, terroirs e práticas de vinificação. A sessão reforçou que o rosé pode entrar no debate de mercado sem perder complexidade.
Domaine Royal de Jarras Pink Flamingo
O primeiro vinho discutido foi o Pink Flamingo, de Domaine Royal de Jarras, na AOC Sable de Camargue. A bebida usa Grenache Gris com casca rosada, permitindo extração suave e um vinho claro, com aroma mineral. A vinícola ocupa vinhas velhas em solo arenoso, e o terroir tem ungrafted vines pela ausência de phylloxera.
Fleur de l’Amaurigue Rosé
Provença ganhou destaque com Fleur de l’Amaurigue Rosé, feito em Domaine de l’Amaurigue. Grenache Noir em 60% compõe a base, oferecendo fruta madura e fácil de beber. Cinsault, em segundo plano, traz finesse e frescor, equilibrando o peso do Grenache.
Mirabeau Pure Rosé
Mirabeau Pure Rosé foi apresentado como exemplo de blends, com Grenache predominante, seguido por Syrah, Cinsault e Mourvèdre. O destaque vai para a sustentabilidade: a propriedade pratica viticultura regenerativa e incentiva parceiros a adotarem práticas que preservam solo e biodiversidade.
Aix rosé
Em Aix-en-Provence, o rosé da Maison Saint Aix evidencia variações de terroir dentro da região. Vinhedos situados ao norte, a cerca de 400 metros de altitude, recebem influências menos diretas do mar, resultando em estilos mais frescos e com maturação um pouco mais lenta.
Pata Negra Ribera del Duero Rosado
A sessão mostrou ainda rosé de Espanha com maior intensidade. Pata Negra Rosé, 100% Tempranillo, macera as cascas para obter textura, cor mais concentrada e boca com presença. O vinho demonstra que rosé espanhol pode ter perfil mais intenso sem perder versatilidade gastronômica.
Balfour Nannette’s Rosé
Da Inglaterra, veio Nannette’s Rosé da Balfour Winery, produzido com Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier. Surgiu como subproduto da produção de espumante, mas ganhou espaço no portfólio com perfil de fruta vermelha madura, acidez vibrante e estilo cru.
Les Vignerons Grimaud Les Aumarets Rosé
Provença voltou com Les Aumarets, uma cuvée de Les Vignerons de Grimaud. Vinhedos próximos a Saint-Tropez, com uso de madeira de estágio, trazem complexidade sem perder a tipicidade. O resultado destaca Rosé com maior estrutura e potencial gastronômico.
Gérard Bertrand Clos du Temple
Encerrando, Clos du Temple, de Gérard Bertrand, mostra o encontro entre rosé e alta qualidade do Languedoc. Biodinâmica, colheita noturna, envelhecimento em carvalho antigo e bâtonnage conferem elegância, intensidade e nuance ao vinho, com preço elevado.
Bernheim concluiu que reduzir o rosé a estereótipos seria negar o seu potencial. A apresentação enfatizou que, quando bem feito, o rosé alcança diversidade, qualidade e oportunidades de mercado significativas.
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