- O ministro Guilherme Boulos recebe caminhoneiros no Palácio do Planalto nesta quarta-feira, às 11h, para tratar da greve e da crise do diesel.
- Os caminhoneiros adiaram a greve na semana passada e buscam, na reunião, negociações sobre suas reivindicações.
- Entre as demandas estão a isenção de pedágio para caminhões vazios em crise, maior fiscalização de preços e criação de um teto emergencial para o combustível.
- Também aparecem pedidos pela reestatização da Petrobras e críticas a medidas do governo, como a zeragem de PIS/Cofins sobre o diesel.
- Em referência à alta dos combustíveis, o governo zerou PIS/Cofins do diesel, a ANP registrou alta de 11,8% no preço médio na segunda semana de março, e há investigações da PF sobre abuso de preços.
O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, recebe nesta quarta-feira (25), às 11h, representantes dos caminhoneiros no Palácio do Planalto. O encontro ocorre em meio à crise do diesel, com alta de preços associada à guerra no Oriente Médio. A expectativa é negociar reivindicações da categoria.
Na semana passada, os caminhoneiros adiaram a greve após articulações com o governo. Nesta rodada, o Planalto deve discutir as pautas apresentadas pela categoria, incluindo medidas para conter o valor dos combustíveis.
Além do pedido para frear o aumento, as lideranças apresentam itens como isenção de pedágio para caminhões vazios em crise, suspensão de eixos para identificar veículos, e maior fiscalização sobre preços do diesel.
Demandas em debate
A lista inclui atuação da ANP, Cade e Ministério da Justiça, além da criação de um teto emergencial para o combustível. Também há cobrança pela reestatização da Petrobras e críticas à desoneração de PIS/Cofins sobre o diesel.
Outra linha da pauta é a defesa de estoque regulador na Petrobras e a recompra da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, conforme apontado por Lula na semana passada.
Contexto de preço e ações governamentais
O governo zerou PIS e Cofins sobre o diesel para conter a alta decorrente da oscilação internacional. A medida reduz impostos federais e tende a reduzir o preço em cerca de R$ 0,32 por litro.
Ainda assim, a ANP registrou aumento de 11,8% no preço médio do diesel na segunda semana de março, frente à anterior. A gasolina subiu 2,5% no mesmo período.
A PF abriu inquérito para apurar abusos de preços de combustíveis em todo o país, enquanto ANP e Senasp realizam fiscalizações em vários estados.
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