- Brasil é apontado como um dos maiores desenvolvedores de vírus usados em golpes digitais, segundo estudo da Interpol.
- Notificações de fraudes digitais cresceram 54% no último ano, com movimentação de cerca de R$ 2 trilhões.
- Especialista Arthur Igreja ressalta que o país está ganhando espaço nesse ranking de vírus, antes dominado por Rússia, China e outros países.
- Ele defende fortalecimento de punições, leis e fiscalização, além de acompanhar a evolução rápida da tecnologia.
- O especialista também destaca que crimes por trás dos golpes incluem tráfico de pessoas usados em centrais telefônicas falsas, evidenciando impactos globais.
O Brasil aparece como um dos principais desenvolvedores de vírus usados em golpes, segundo um relatório da Interpol divulgado nesta quarta-feira. A análise aponta o país entre os que mais geram malware para fraudes digitais, impulsionando o cenário global de ataques.
As notificações de fraudes digitais cresceram 54% no último ano, com uma movimentação estimada de cerca de R$ 2 trilhões no período. Os números indicam aumento significativo de criminalidade cibernética no Brasil, conforme o relatório internacional.
Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, afirma que o Brasil amplia o papel no ecossistema de vírus. Segundo ele, é necessário endurecer punições, leis e mecanismos de fiscalização para acompanhar a velocidade da tecnologia.
Desdobramentos globais
A visão de órgãos precisa ir além dos vírus e considerar crimes conectados, como tráfico de pessoas para operações em centrais falsas de atendimento. A expansão internacional do problema ressalta vulnerabilidades locais com alcance mundial.
Igreja ressalta que, no passado, golpes eram vinculados a cadeias; hoje o problema opera em escala global, exigindo respostas coordenadas entre países.
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