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CEO da Fictor é alvo da PF em operação por fraudes bancárias e ligação com CV

CEO da Fictor, Rafael Góis, é alvo da PF na Operação Fallax que apura fraudes bancárias acima de R$ 500 milhões, com 43 mandados e buscas

Operação também apura crimes de estelionato e lavagem de dinheiro
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  • PF deflagra a Operação Fallax, com Rafael Góis, CEO e fundador da Fictor, entre os alvos, em fraudes bancárias que superam R$ 500 milhões.

  • A ação envolve 43 mandados de busca e apreensão; o celular do executivo foi apreendido e houve mandados em endereços ligados a ele.

  • O ex-sócio Luiz Rubini também é alvo de busca e apreensão; a defesa afirma שלא teve conhecimento prévio do processo.

  • A Fictor entrou com pedido de recuperação judicial em fevereiro, envolvendo dívidas de cerca de R$ 4 bilhões; a aquisição do Banco Master foi desfeita.

  • A investigação aponta que a organização criminosa contava com cooptação de funcionários, uso de empresas de fachada e estruturas financeiras para movimentar recursos, com indícios de ligação ao Comando Vermelho (CV); o núcleo da Fictor atuava como sustentação financeira e operacional.

Rafael Góis, CEO e fundador do Grupo Fictor, é alvo da Operação Fallax, deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira, 25. A ação apura fraudes bancárias que, somadas, passam de 500 milhões de reais. A operação mira ainda uma organização criminosa ligada ao crime contra a Caixa Econômica Federal, entre outros delitos.

Ao todo, os agentes cumprem 43 mandados de busca e apreensão, incluindo um endereçado a Góis. O celular do executivo foi apreendido pela PF. Também há mandados relacionados ao ex-sócio da Fictor, Luiz Rubini, cuja assessoria informou não ter conhecimento prévio do processo.

A Fictor afirmou, por meio de nota ao Estadão, que, assim que a defesa tiver acesso aos elementos da investigação, prestará os esclarecimentos cabíveis para esclarecer os fatos. A empresa não comentou demais detalhes até o momento.

Contexto da empresa

A Fictor, criada em 2007, funciona como grupo de participações com atuação em indústria alimentícia, serviços financeiros e infraestrutura. Em novembro do ano passado, a empresa anunciou acordo para compra do Banco Master com um consórcio de investidores dos Emirados Árabes, decisão que foi desfeita no dia seguinte após liquidação da instituição pelo BC.

Em fevereiro, o Grupo Fictor protocolou pedido de recuperação judicial no TJ-SP para as firmas Fictor Holding e Fictor Invest, com dívida estimada em 4 bilhões de reais. O pedido pediu suspensão de cobranças por 180 dias.

Investigação e desdobramentos

A PF iniciou a investigação da Operação Fallax em 2024, identificando um esquema estruturado de fraudes bancárias e lavagem de dinheiro. O material levantado aponta cooptação de funcionários de instituições financeiras e uso de empresas de fachada para movimentação de recursos.

Existem indícios de que parte dos recursos tenha origem em células do CV (Comando Vermelho). A PF sustenta que o grupo Fictor atuou como núcleo financeiro e operacional da organização criminosa, contribuindo para a sustentação do esquema.

Conforme apurado, o grupo recebia recursos para simular movimentações entre empresas vinculadas à organização, frequentemente por meio do pagamento cruzado de boletos. Essa prática visava criar uma aparência de liquidez e de saúde financeira, além da gestão de empresas de fachada.

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