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CEO da Fictor é alvo de operação da PF por fraudes bancárias

CEO do Grupo Fictor está entre alvos de operação da Polícia Federal por suspeita de fraudes bancárias na Caixa; defesa promete esclarecer os fatos

Rafael Góis, CEO e Sócio do Grupo Fictor
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  • A Polícia Federal abriu operação nesta quarta-feira contra Rafael Góis, CEO e sócio do Grupo Fictor, investigando envolvimento em fraude bancária na Caixa Econômica Federal.
  • Góis também é presidente do conselho da Fictor Alimentos, braço da holding listada na B3.
  • O empresário afirma ter iniciado no mercado aos 16 anos; fundou a Fictor em 2007 e possui formação em Administração pela Candido Mendes, MBA pela UFRJ e extensão pela Harvard Business School.
  • A defesa de Góis informou que, ao ter acesso ao conteúdo da investigação, prestará os esclarecimentos necessários às autoridades competentes.
  • A Fictor pediu recuperação judicial em 2 de fevereiro de 2026, em meio a uma crise de liquidez relacionada à tentativa de aquisição do Banco Master, que somava compromissos de até R$ 4 bilhões; o BC já havia decretado a liquidação do Master.

Rafael Góis, CEO e sócio do Grupo Fictor, tornou-se alvo de uma operação da Polícia Federal nesta quarta-feira (25). As investigações buscam pessoas envolvidas em organização criminosa especializada em fraudes na Caixa Econômica Federal. A ação também mira o atual presidente do conselho da Fictor Alimentos, braço da holding listada na B3.

Góis, de acordo com informações oficiais, é presidente do conselho da Fictor Alimentos. O empresário afirma ter iniciado no mercado financeiro aos 16 anos, embora seu perfil no LinkedIn apresente apenas atuação no Grupo Fictor. A empresa foi fundada em 2007, após sua formação em Administração pela Candido Mendes, com MBA pela UFRJ e extensão pela Harvard Business School.

Contexto financeiro e operatório

Em novembro de 2025, pouco antes da liquidação decretada pelo Banco Central do Banco Master, o Grupo Fictor anunciou aporte de R$ 3 bilhões na instituição, em operação conjunto com um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos. Caso aprovada pelo BC e pelo Cade, o consórcio poderia controlar o Banco Master e indicar novo presidente.

A liquidação do Master foi decretada pelo BC um dia após o anúncio, sem que as etapas regulatórias tivessem sido concluídas. Posteriormente, a Fictor informou que entrou com pedido de recuperação judicial, em 2 de fevereiro de 2026, citando crise de liquidez ligada à operação com o Master. Os compromissos da empresa somavam até R$ 4 bilhões.

Repercussões e próximos passos

A defesa de Góis afirmou que, assim que houver acesso aos autos, serão prestados os esclarecimentos necessários às autoridades para elucidar os fatos. A apuração envolve a Caixa Econômica Federal e outras instituições, com foco em supostas fraudes bancárias e organização criminosa. Autoridades não informaram detalhes adicionais no momento. A reportagem segue acompanhando desdobramentos, segundo fontes ligadas à CNN Brasil.

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