- Correios anunciaram, de forma gradual, a escala 12 horas de trabalho por 36 horas de descanso (12×36) em atividades específicas que exigem maior agilidade na entrega.
- A medida será aplicada conforme necessidades do serviço e está integrada ao plano de reestruturação da estatal, visando modernizar fluxos operacionais e aumentar a eficiência.
- A implantação ocorrerá especialmente em áreas de funcionamento contínuo, justificada pelo crescimento do comércio eletrônico.
- A imprensa destaca que a diretriz respeitará a legislação trabalhista e os direitos dos empregados, segundo os Correios.
- A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Similares (Fentect) critica a medida, afirmando que pode precarizar condições de trabalho e pediu unidade da categoria contra acordos individuais.
Em meio a um processo de reorganização, os Correios anunciaram a adoção gradual da escala 12×36 em áreas selecionadas da empresa. A medida, ainda em implementação, visa adequar turnos ao ritmo da operação e às demandas do serviço, principalmente no comércio eletrônico.
A decisão envolve o que será alterado na rotina de trabalho, quem são os setores envolvidos e o porquê da mudança. A implementação seguirá a necessidade de cada área e respeitará a legislação trabalhista, assegurando direitos dos empregados.
A mudança é parte de um plano maior de reestruturação da estatal, com foco em estabilizar as finanças e modernizar fluxos operacionais. O objetivo é aumentar a eficiência na entrega e a competitividade frente ao mercado de encomendas.
A atuação gradual envolve áreas com funcionamento contínuo e maior agilidade na entrega. Os Correios destacam que a jornada flexível pode ampliar capacidade operacional e fortalecer o posicionamento da empresa no setor.
Entretanto, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telegrafos e Similares critica a medida. A entidade afirma que a escala tende a precarizar condições de trabalho e aumentar a sobrecarga para os trabalhadores.
A Fentect orienta que a categoria não assine acordos individuais. A recomendação é manter a unidade entre os trabalhadores para resistir a mudanças que comprometam a organização coletiva.
O plano de reestruturação também prevê fechamento de mil agências e um Programa de Desligamento Voluntário. A depender do andamento, o objetivo é reduzir custos e equilibrar as contas da empresa, segundo informações oficiais.
Como parte das ações financeiras, foram anunciadas a venda de ativos, inclusive imóveis ociosos. Em fevereiro ocorreu o primeiro leilão de imóveis próprios, com oferta de 21 unidades localizadas em 11 estados para venda imediata.
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