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Governo busca reduzir preço do diesel artificialmente, diz CBIE

Especialista alerta que manter preço do diesel artificialmente baixo pode prejudicar importadores, frear investimentos em energia limpa e aumentar a incerteza

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  • Diesel no Brasil está sendo vendido a cerca de 74% do preço internacional, com a defasagem próxima de R$ 3 por litro.
  • Pedro Rodrigues, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, afirma que esse subsídio não é sustentável e prejudica o caixa de empresas e acionistas.
  • Risco de desabastecimento: o país é importador de diesel e, sem reajustes de preço, não haveria equilíbrio para manter as importações.
  • Governo avalia subsidies de R$ 1,20 por litro, com 60 centavos pagos pelo Tesouro e o restante pelos estados.
  • Impactos na cadeia: com a queda da Paridade Internacional de Preços, consumidores e frete não conseguem prever aumentos, e o subsídio pode reduzir a competitividade de combustíveis renováveis.

A semana começou com a defasagem no preço do diesel no Brasil chegando a quase R$ 3, o que gerou alerta no setor de energia. Dados da Abicom apontam que o diesel vendido no país está em cerca de 74% do preço médio internacional. O governo avalia medidas para segurar o custo, mas há críticas sobre o impacto fiscal e na transição energética.

Segundo Pedro Rodrigues, diretor do CBIE, o subsídio ao diesel não é sustentável do ponto de vista financeiro. Ele ressaltou que manter o preço artificialmente baixo prejudica o caixa das empresas e desrespeita o interesse dos acionistas, sejam eles majoritários ou minoritários.

Risco de desabastecimento é destacado pelo especialista. Como o Brasil depende de importação de diesel, a ausência de reajustes pode reduzir a atividade de importação e deixar o mercado com suprimento mais curto, afetando o abastecimento.

Medidas do governo

O governo propõe uma subvenção de R$ 1,20 por litro, com a maior parte bancada pelo Tesouro e parte pelos estados. A ideia busca mitigar impactos da volatilidade, mas é vista como confusa por não distinguir entre redução de impactos e queda artificial de preços.

Impactos na cadeia produtiva

A mudança na Paridade Internacional de Preços (PPI) dificulta a previsibilidade para caminhoneiros e demais agentes, que ficam sem transparência sobre reajustes. Subvenções artificiais podem reduzir a competitividade de combustíveis renováveis e desestimular investimentos em alternativas mais limpas.

O especialista afirma que, se houver subsídio para uma classe ou região, o ideal é que o recurso venha do Tesouro e por tempo determinado, sem intervenções artificiais que comprometam a transparência de mercado.

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