- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou uma medida provisória para ampliar em 15 bilhões de reais as linhas de crédito do Plano Brasil Soberano, visando exportadoras brasileiras.
- Os recursos serão destinados a empresas exportadoras de bens industriais, seus fornecedores e setores industriais com atuação no comércio exterior.
- Os fundos vão financiar capital de giro, aquisição de bens de capital, ampliação da capacidade produtiva e investimentos em inovação tecnológica ou adaptação de produtos e processos.
- A medida ocorre em meio a conflitos no Oriente Médio e tarifas dos Estados Unidos, visando reduzir impactos sobre a indústria nacional.
- Além disso, Lula sancionou a Lei do Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação, que restringe empréstimos a países inadimplentes, incentiva economia verde e amplia prazo de cobertura de risco para micro, pequenas e médias empresas em operações pré-embarque, de até 750 dias.
O governo federal ampliou em 15 bilhões de reais as linhas de crédito do Plano Brasil Soberano para exportadoras brasileiras. A medida provisória foi editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo é apoiar empresas que atuam no comércio exterior em meio a tensões no Oriente Médio e a tarifas impostas pelos Estados Unidos.
As linhas poderão ser utilizadas por exportadoras de bens industriais, seus fornecedores e setores industriais com peso relevante nas exportações nacionais. Os recursos financiam capital de giro, aquisição de bens de capital e investimentos para ampliar a produção.
Além disso, o programa prevê investimentos que promovam a inovação tecnológica e a adaptação de produtos, serviços e processos. O objetivo é manter a competitividade da indústria brasileira em cenários externos desafiadores.
Nova lei
O presidente também sancionou o Projeto de Lei do Sistema Brasileiro de Crédito Oficial à Exportação. A lei visa alinhar práticas brasileiras às normas internacionais e trazer segurança jurídica ao corpo técnico do BNDES. A norma reforça regras já previstas nos normativos internos da instituição.
A legislação estabelece que países inadimplentes não poderão tomar novos empréstimos com o BNDES até regularizarem a situação. Também incentiva operações com foco em economia verde e descarbonização, segundo a Casa Civil.
Por fim, o texto amplia a cobertura do risco comercial para micro, pequenas e médias empresas em operações com prazo de até 750 dias na fase pré-embarque, elevando o limite anterior de 180 dias.
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