- Governo libera uma linha de crédito de R$ 15 bilhões para exportação de micro, pequenas e médias empresas, administrada pelo BNDES.
- O recurso vem do Fundo de Garantia à Exportação e de outras fontes vinculadas ao Ministério da Fazenda; aplicação depende de atuação na exportação de bens industriais ou na cadeia de fornecedores do setor.
- Setores mais beneficiados são siderúrgia, metalurgia e automotivo, com ativos também para farmacêuticos, máquinas e equipamentos e eletrônico.
- Além de financiar capital de giro, o crédito pode ser usado para aquisição de equipamentos, ampliação de produção ou investimentos em inovação.
- A Confederação Nacional da Indústria ressalta a necessidade de aprovação da medida provisória pelo Congresso para virar lei, garantindo segurança jurídica e previsibilidade.
O governo federal abriu uma nova linha de crédito de 15 bilhões de reais via BNDES para apoiar micro, pequenas e médias empresas na exportação. O programa, denominado Plano Brasil Soberano 2, atua em meio a tarifas elevadas impostas pelos EUA e instabilidade geopolítica mundial. O dinheiro vem do superávit do Fundo de Garantia à Exportação e de outras fontes vinculadas ao Ministério da Fazenda.
A linha é administrada pelo BNDES e destina-se a empresas que exportem bens industriais ou integrem a cadeia de fornecimento do setor. Com o crédito, é possível financiar capital de giro, aquisição de equipamentos, ampliação de produção e investimentos em inovação.
A Confederação Nacional da Indústria recebeu a medida de forma positiva, destacando o caráter de mitigação de impactos nas cadeias produtivas e na geração de empregos, especialmente em cenário de juros elevados. Segundo a entidade, a medida pode melhorar o acesso ao crédito no curto prazo.
Segurança jurídica
A CNI ressalta que a medida provisória precisa ser aprovada pelo Congresso e convertida em lei para garantir previsibilidade e efetividade ao uso do Fundo de Garantia à Exportação e aos instrumentos de apoio ao crédito. A avaliação também acompanha se o modelo oferece condições equivalentes às praticadas em outros países, visando competitividade brasileira no mercado externo.
Entre os setores com maior benefício estão siderúrgia, metalurgia e automobilismo, seguidos por farmacêutica, máquinas e equipamentos e eletrônico. O crédito poderá sustentar produção, empregos e investimentos em inovação.
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