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Governo prevê arrecadação de R$ 4,4 bi com taxação de fintechs, apostas e JCP

Governo projeta R$ 4,4 bi adicionais em 2026 com taxação de fintechs, bets e JCP; cortes de benefícios elevam receita em R$ 16,5 bi

Brasília (DF), 11/10/2023, Prédio do Ministério da Fazenda, na Esplanada dos Ministérios em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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  • A equipe econômica prevê arrecadar 4,4 bilhões adicionais em 2026 com tributação de fintechs, casas de apostas e juros sobre capital próprio.
  • As mudanças foram aprovadas pelo Congresso em dezembro de 2025 e integradas ao ajuste fiscal para 2026.
  • Apostas online passam de 12% para 15%; juros sobre capital próprio passam a ter IR de 17,5%; a CSLL para fintechs e instituições financeiras aumenta progressivamente até 20% a partir de 2028.
  • O detalhamento do impacto: 3,1 bilhões de IR sobre JCP, 1,1 bilhão de CSLL; 260 milhões com taxação de bets; total de 4,4 bilhões.
  • Além disso, o governo cortou benefícios fiscais em cerca de 10%, elevando a arrecadação prevista em 2026 para 16,5 bilhões; juntas, as medidas somam 20,9 bilhões.

O governo estima levantar 4,4 bilhões de reais adicionais em 2026 com o aumento da tributação sobre fintechs, casas de apostas e juros sobre capital próprio (JCP). A divulgação ocorreu no primeiro Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas, apresentado pela Receita Federal ao Congresso Nacional.

O documento orienta a execução do Orçamento federal e consolida as mudanças aprovadas pelo Congresso em dezembro de 2025, como parte do ajuste das contas públicas. A ideia é reduzir o desequilíbrio fiscal no ano seguinte.

Detalhes das alíquotas e impactos

Aposta online (bets) passa a tributar 15% de IR sobre a receita, frente 12%. JCP passa a ter IR de 17,5%, acima dos 15% anteriores. Fintechs e instituições financeiras terão CSLL elevando-se progressivamente, até 20% a partir de 2028.

Origem do reforço de receita

Segundo a Receita, o reforço virá de: 3,1 bilhões de IR sobre JCP; 1,1 bilhão de CSLL de fintechs; 260 milhões de taxação sobre bets. O somatório das medidas chega a 4,4 bilhões de reais em 2026.

Cortes de benefícios e efeito total

O governo também reduziu benefícios fiscais, cortando cerca de 10% de incentivos ligados a PIS e Cofins. O levantamento aponta ganho de 16,5 bilhões com esse corte neste ano. No total, as ações somam 20,9 bilhões de reais em 2026.

Contas públicas e cenário macro

Mesmo com as receitas, a estimativa aponta superávit primário de 3,5 bilhões em 2026, sem precatórios ou gastos fora do arcabouço. Ao considerar estes itens, a projeção muda para déficit primário de 59,8 bilhões.

Bloqueios orçamentários

Para cumprir o teto de gastos, o governo bloqueou 1,6 bilhão em despesas discricionárias. O bloqueio não depende do novo resultado primário, pois ainda há expectativa de superávit de 3,5 bilhões.

Cenário econômico revisado

O relatório apresenta PIB de 2,33% em 2026 e inflação de 3,74% pelo IPCA. Há ajustes para cima na receita de royalties do petróleo, em 16,7 bilhões, e revisão para baixo na arrecadação administrada pela Receita, em 8,6 bilhões.

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