- Governo realizou, em 25 de março de 2026, leilão da Floresta Nacional do Bom Futuro, em Porto Velho (RO, Brasil), visando concessão federal voltada à restauração e aos créditos de carbono.
- A empresa Re.Green venceu o certame e ficará responsável pela gestão de 59 mil hectares por 40 anos.
- O modelo prevê ganho principal com uso sustentável de ativos ambientais e produtos de espécies nativas, diferente de concessões que visam apenas manejo de madeira.
- O investimento previsto é de R$ 86,7 milhões ao longo da vigência de quarenta anos; o critério foi o maior percentual de outorga ao governo.
- A terra continua pertencendo à União; a empresa terá apenas direito de uso sustentável e de explorar ativos florestais. A cerimônia foi acompanhada pela ministra Marina Silva e pelo diretor do Serviço Florestal Brasileiro.
O governo federal realizou nesta quarta-feira (25.mar.2026) o leilão de concessão da Floresta Nacional do Bom Futuro, em Porto Velho (RO). O objetivo é avançar na restauração florestal e na geração de créditos de carbono, sob o guarda-chuva da agenda ambiental do ministério.
A vencedora foi a Re.Green, que assume o direito de administrar 59 mil hectares por 40 anos. O modelo de exploração privilegia ativos ambientais e produtos de espécies nativas, além do manejo sustentável, em vez da simples extração de madeira.
A Re.Green foi a única proponente no leilão. A empresa é cofundada pelo cineasta João Moreira Salles e tem Armínio Fraga no conselho. O investimento estimado ao longo do contrato é de R$ 86,7 milhões.
O governo mantém a titularidade da terra com a União. O setor privado terá apenas o direito de uso sustentável e de exploração de ativos e produtos da floresta. A ministra Marina Silva e o diretor-geral do Serviço Florestal acompanharam o leilão.
Crédito de carbono
O crédito de carbono representa uma tonelada de CO2 que deixa de ser emitida ou é removida pela floresta. Empresas podem comprar esses ativos para compensar emissões e cumprir metas ambientais.
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