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Grupo Fictor: Rafael Góis e negócios ligados a operação da PF

PF realiza operação contra CEO do Grupo Fictor, investigando fraudes na Caixa; empresa enfrenta recuperação judicial e perdas superiores a R$ 500 milhões

Logo do Grupo Fictor, empresa deRodrigo Góis, alvo da PF nesta quarta
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  • A Polícia Federal realizou ação nesta quarta-feira (25) contra o CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, investigando organização criminosa especializada em fraudes bancárias na Caixa Econômica Federal; os prejuízos podem superar R$ 500 milhões.
  • O Grupo Fictor é uma holding fundada em 2007, com atuação em soluções tecnológicas, indústria alimentícia, serviços financeiros e infraestrutura, e passou a ter ações negociadas na B3 (ticker FICT3) em 2024 por meio de um IPO reverso.
  • A empresa enfrenta recuperação judicial com compromissos estimados em cerca de R$ 4 bilhões, motivada pela crise de liquidez ligada à tentativa de aquisição do Banco Master em novembro de 2025.
  • Em 2025, a companhia abriu escritórios em Miami e Lisboa e passou a patrocinar o Palmeiras (acordo de R$ 30 milhões por temporada) e o atletismo (acordo de R$ 21 milhões até 2029), ampliando sua presença no esporte.
  • A recuperação judicial foi anunciada em 1º de fevereiro de 2026; até 17 de novembro de 2025, foram aportados R$ 3 bilhões pelos sócios, com 71,38% do montante investido retirados até 31 de janeiro; as ações da subsidiária Fictor Alimentos sofreram queda significativa e o Palmeiras rompeu o contrato após o anúncio.

A Polícia Federal realiza nesta quarta-feira uma operação que mira o CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis. A ação investiga uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias na Caixa Econômica Federal, com prejuízos que podem ultrapassar 500 milhões de reais.

Segundo a PF, o grupo envolve a holding administrada por Góis, ligada ao Banco Master, após uma tentativa de aquisição da instituição em novembro do ano passado. A empresa enfrenta recuperação judicial com compromissos estimados em 4 bilhões de reais.

Fictor: trajetória e negócios

Fundada em 2007 para soluções tecnológicas, a empresa passou por private equity em 2012. Em 2016 expandiu o portfólio e, em 2018, atuou em commodities e agronegócio. Em 2022 virou holding, reunindo dez empresas.

Nos últimos anos, a Fictor abriu operações no setor de energia com a Fictor Energia e realizou um IPO reverso, listando ações na B3 com o ticker FICT3. Em 2024 lançou a FictorPay, voltada a soluções financeiras.

Expansões e patrocínios

Em 2025, a companhia abriu escritórios em Miami e Lisboa, ampliando atuação internacional. O portfólio atual inclui Fictor Alimentos, FictorAsset e FictorPay, entre outras unidades, além de projetos de infraestrutura.

A Fictor também ganhou visibilidade no esporte, patrocinando o Palmeiras até 2025, com contrato de 30 milhões por temporada. Em março de 2025, o acordo ganhou mais três anos de vigência, prorrogáveis por mais um.

Recuperação judicial e impactos

Em 1º de fevereiro de 2026, a Fictor pediu recuperação judicial, citando crise de liquidez relacionada à tentativa de aquisição do Banco Master. A empresa informou ter recebido 3 bilhões de reais de aportes até novembro de 2025, com saques subsequentes.

As ações da subsidiária Fictor Alimentos sofreram forte queda após o anúncio, com perdas de cerca de 50% entre novembro e fevereiro. Entre fevereiro e março, as ações caíram aproximadamente 30%, com recuo de 42% em março.

Consequências para parceiros

O Palmeiras anunciou a rescisão do contrato, citando inadimplência e o pedido de recuperação judicial. O clube estuda medidas legais para receber valores devidos pela empresa. A rescisão ocorreu um dia após a divulgação da situação financeira.

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