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Lula defende parcerias externas para trazer novas tecnologias ao Brasil

Presidente defende parcerias externas para transferir tecnologia e criar empregos; BNDES aporta R$ 5,6 bilhões em mobilidade paulista e fábrica de trens inicia em 2026

Araraquara (SP), 25/03/2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita às instalações da nova fábrica da CRRC. Foto: Ricardo Stuckert/PR
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  • Lula defende parcerias externas para trazer novas tecnologias, investimentos e empregos, mas preocupa-se com a continuidade dos avanços diante de motivações políticas.
  • O presidente visitou a unidade da China Railway Rolling Stock Corporation (CRRC) em Araraquara (SP), que está instalando uma fábrica de trens na cidade.
  • Ele ressaltou que tais parcerias ajudam na formação de trabalhadores qualificados, com brasileiros indo a países parceiros e técnicos estrangeiros atuando no Brasil para transferência de conhecimento.
  • O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou investimentos de R$ 5,6 bilhões para mobilidade urbana em São Paulo, incluindo R$ 3,2 bilhões para o Trem Intercidades Eixo Norte e R$ 2,4 bilhões para a expansão da Linha 2 do Metrô.
  • O início de produção de trens está previsto para o segundo semestre de 2026, e o presidente da CRRC Brasil, Li Bangyong, disse que a meta é transformar a fábrica em brasileira e a tecnologia chinesa em tecnologia nacional.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (25) que parcerias com outros países têm trazido ao Brasil tecnologias, investimentos e empregos. Ele ressaltou, porém, a necessidade de continuidade para manter os avanços.

Lula visitou a fábrica da CRRC, gigante chinesa de trens, instalada em Araraquara, interior de São Paulo. O objetivo é entender a atuação da empresa no território nacional e as oportunidades de transferência de conhecimento.

O chefe do Executivo disse que esse tipo de parceria facilita o repasse de tecnologia para o Brasil, além de fomentar a formação de trabalhadores qualificados. Disse ainda que profissionais brasileiros poderão aprender no exterior e também receber técnicos estrangeiros no país.

Mobilidade e investimentos

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social anunciou investimentos de R$ 5,6 bilhões para mobilidade em São Paulo. A maior parte (R$ 3,2 bilhões) corresponde à segunda parcela para o Trem Intercidades Eixo Norte, entre São Paulo e Campinas.

Outros R$ 2,4 bilhões serão aplicados na expansão da Linha 2 do Metrô de São Paulo. Lula afirmou que o projeto de trem de média velocidade é essencial para a região, independentemente de considerações partidárias.

Mercadante, presidente do BNDES, explicou que a estratégia é usar o poder de compra do Estado para reindustrializar o Brasil. O objetivo é ampliar vagas formais e fortalecer a indústria nacional.

Participação institucional

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, destacou a importância de fluxo livre de mobilidade para as cidades. Ele afirmou que não haverá desapropriações para o traçado da ferrovia.

Alckmin lembrou que a área entre São Paulo e Campinas é governamental, o que reduz despesas com desapropriação e facilita o andamento do projeto. A frase foi utilizada para enfatizar a viabilidade do plano.

CRRC e perspectivas

Li Bangyong, presidente da CRRC Brasil, disse que a empresa pretende avançar de uma presença externa para uma operação com fábrica brasileira. O objetivo é transformar tecnologia chinesa em conhecimento nacional.

Segundo o Palácio do Planalto, a instalação da unidade é estratégica para o desenvolvimento econômico, industrial e logístico do país. A produção de trens deve começar no segundo semestre de 2026.

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