- A Petrobras elevou o preço do querosene de aviação em 9,4% a partir de 1º de março, o que corresponde a R$ 0,31 por litro nas vendas às distribuidoras.
- O reajuste de março segue a lógica de ajustes mensais baseados na variação do petróleo e do câmbio, com transmissão rápida devido à defasagem curta.
- O Brent saiu da faixa de US$ 60–70 para níveis próximos de US$ 90–100, sustentado por tensões no Oriente Médio.
- O mercado já espera novos aumentos nas próximas janelas mensais, com alta em torno de um dígito por mês, desde que as condições de petróleo permaneçam elevadas.
- O querosene de aviação representa cerca de um quarto dos custos operacionais das companhias aéreas, tornando o repasse às tarifas provável em ciclos de alta; no Brasil, a pressão pode ser ainda maior.
O preço do QAV (querosene de aviação) no Brasil segue em trajetória de alta. A Fuel Oil brasileira já começou o mês de março com reajuste, acompanhado pela escalada do petróleo no mercado internacional. A variação é fortemente influenciada pela cotação do Brent e pelo câmbio.
A Petrobras elevou o preço do combustível em 9,4% a partir de 1º de março, equivalente a R$ 0,31 por litro para as distribuidoras. O movimento sinaliza a lógica de reajustes mensais atrelados a petróleo e câmbio.
Cenário de petróleo em alta
O Brent saiu da faixa de US$ 60–70 para patamares em torno de US$ 90–100, pesando sobre o QAV. A transmissão dos choques externos tende a ocorrer com pouca defasagem, potencializando novas altas no curto prazo.
O ajuste de março funciona como a primeira rodada de reajustes. Se as condições de mercado se mantiverem, novos aumentos mensais devem ocorrer, com potencial de dígito ao mês.
A Petrobras atualiza preços do QAV no início de cada mês, o que acelera o repasse de oscilações internacionais. A prática reduz a inércia e favorece movimentos rápidos.
Impactos no setor aéreo
O QAV representa cerca de um quarto dos custos operacionais das companhias, tornando o repasse às tarifas praticamente inevitável em ciclos de alta prolongados. O custo elevado do combustível amplifica pressões sobre tarifas.
No Brasil, com logística e tributos já impactando o preço, a sensibilidade do QAV ao petróleo pode ampliar efeitos inflacionários sobre serviços. A volatilidade é maior devido a fatores regionais.
A trajetória recente, que já mostrou recuos no início do ano e altas posteriores, evidencia a dependência do QAV do ciclo internacional do petróleo. O patamar atual tende a se manter até novas definições de mercado.
Em cenário de estabilidade do petróleo em US$ 90–100, o mercado projeta aumentos acumulados relevantes ao longo do trimestre. Interrupções no Golfo poderiam ampliar o ritmo, ainda sem confirmação local.
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